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inclusão

Alguém conhece ações usando celular como ferramenta de inclusão?

Hoje uma pessoa me procurou perguntando se eu conheço alguma iniciativa que usa celular como ferramenta de inclusão social e digital.

Tela é pesquisadora e trabalha no estudo "Comunicaciones móviles y desarrollo socioeconomico en América Latina", uma parceria do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos - IPSO com a Universidade Aberta da Catalunha

O grupo está na fase de identificação dos casos a serem estudados. Inicialmente, eles estão focando em experiências da região metropolitana de São Paulo. Futuramente, conforme o estabelecimento de parcerias, eles têm a intenção de expandir a pesquisa para outros lugares do Brasil.

Laptop de US$ 100: compre dois e leve um

Eu tinha uma pergunta, não sabia a quem fazê-la. Deixei publicada no blog. Alguém - que eu não sei se conheço, não se identificou - apareceu para responder. E a informação acompanha uma dica: como comprar um laptop por um preço razoável e ainda apoiar uma campanha importante.

A One Laptop Per Child lançou, no fim de setembro, uma campanha pro varejo, de olho nas vendas de fim de ano. Mas o bacana é que o mote deles é praticamente um slogam-do-avesso: "Compre dois, leve um".

Quem aderir paga US$399, recebe um XO em casa e automaticamente doa outro, para uma criança que viva em um dos países beneficiados pela campanha.

Esse tipo de ação responde ao empenho da OLPC, que é fazer o custo da máquina cair para efetivos 100 dólares quando ela for negociada com as nações em desenvolvimento. Tem mais detalhes aqui e aqui.

Presentão pro Natal, né?

Seria bacana se o nosso governo, um dos que está namorando esse equipamento, se comprometeu a comprar um milhão de máquinas, não facilitaria sua importação, tornando essa uma campanha nacional, mobilizando a sociedade civil para apoiar o projeto de inclusão digital do país.

É bom pra todo mundo, para quem quer uma máquina barata, para promover o projeto e inclusive para aumentar as doações para crianças brasileiras. Mas segundo o faq da campanha, só os americanos poderão comprar.

Um problema talvez seja uma possível concorrência desleal com o verajo, que vende outros produtos importados e paga impostos. Mas para saber com certeza, a gente precisa comparar o XO com as alternativas oferecidas na mesma faixa de preço - existe laptop novo vendido a R$ 800? Outro impeditivo à comercialização pode ser que isso dificultaria a identificação das máquinas oferecidas pelo governo, o que aumentaria a possibilidade delas serem roubadas ou vendidas.

Enfim, quem sabe essa conversa ainda não rende.

PS. Obrigado, Daniela!

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