Warning: Table './db186965_naozero/watchdog' is marked as crashed and should be repaired query: INSERT INTO watchdog (uid, type, message, variables, severity, link, location, referer, hostname, timestamp) VALUES (0, 'php', '%message in %file on line %line.', 'a:4:{s:6:\"%error\";s:7:\"warning\";s:8:\"%message\";s:40:\"Creating default object from empty value\";s:5:\"%file\";s:93:\"/nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc\";s:5:\"%line\";i:33;}', 3, '', 'http://www.naozero.com.br/taxonomy/term/77', '', '107.22.63.172', 1498337364) in /nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/includes/database.mysql.inc on line 135
idéia | Não Zero

idéia

warning: Creating default object from empty value in /nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc on line 33.

Pornografia do bem

será que haveria lugar na internet hoje para um site de sacanagem "do bem"?

me escuto falando "sacanagem" já percebendo como a questão é difícil e problemática.

"sacanagem" em si tem várias conotações. fazer sacanagem com alguém geralmente significa fazer o mal.

ao mesmo tempo, "sacanagem" parece ser um dos aspectos atraentes sobre o sexo; a subversão das regras, a entrega ao desejo, ao prazer, etc.

eu quero pensar alto aqui sobre a possibilidade de existir um site de sacanagem do bem.

a ideia seria reunir em um lugar o que há de bom sobre esse tema; por exemplo, material que não exponha, maltrate, riducularize ou de forma geral seja sádico com as pessoas envolvidas.

escrevo o parágrafo anterior já ouvindo antecipadamente as falas ironicas vindas de todas as partes dizendo que sacanagem é sacanagem, é um pacote só e cada um que se vire para encontrar seu lugar.

mas vou ignorar essas vozes agora acreditando que a gente também constrói a realidade que habita. e que quem relativiza tudo nao toma partido. está sempre "do contra".

da mesma forma, já discordo de quem acha que pornografia deva ser consumida individualmente. pode ser, mas pode ser também aproveitada por casais que incluam esse elemento entre seus jogos de sedução.

visto de uma perspectiva empreendedora, a ideia é oferecer um lugar para as pessoas se divertirem online assistindo vídeos, vendo fotos, sem, com isso, precisar incentivar práticas comumente percebidas como ruins.

a primeira coisa que me vem à mente é o tema da pornografia de vingança ou "revenge porn". a mulher (porque geralmente a vítima é mulher) nao quer mais ficar com o cara e é chantageada por ele, que ameaça colocar na internet vídeos íntimos que ele teria feito com ou sem consentimento dela.

hoje, a pessoa que procura conteúdo de sexo automaticamente se torna cúmplice dessa sacanagem "do mal". mesmo nao querendo assistir e não assistindo, quem acessa está dando ibope para os sites que permitem ou facilitam que isso aconteça.

cito esse ponto, mas há muitas outras coisas, algumas menos óbvias e outras muito piores, que vêm junto nesses mesmos pacotes.

vou falar de uma menos óbvia, porque as piores são tema mais complicado e que foge ao propósito desta humilde e rápida contribuição.

um tema menos óbvio a se levantar é: por que os sites pornográficos parecem ser muito mais frequentados por homens (heteros e homos) do que por mulheres?

alguns recorrerão à justificativa de que a sexualidade do homem é mais visual do que a da mulher. mas: e se a mulher não estiver entrando nesses sites porque na quase totalidade do que aparece ali a mulher é tratada como coisa, como produto, para não dizer pano de chão?

o vídeo típico é do cara com uma rola do tamanho de uma tromba de elefante enrabando a pobre da atriz pornô, ou enfiando o braço por dentro das entranhas dela, num tipo esquisito de tortura na qual a meta é fingir que o torturado esteja aproveitando o que é claramente um ato de violência.

eu entendo porque esse tipo de pornografia não atrai mais mulheres. será que é porque elas também querem participar em vez de serem bonecas de borracha para jogos perversos?

então, volto ao tema: por que não haver um site de sacanagem do bem? um lugar que possivelmente atraia anunciantes. afinal, quem gosta de sexo também consome, trabalha, viaja, etc.

é que o site atrairia não só os homens que não querem dar ibope para práticas que eles não acreditam. quem sabe esse site não mobilize mulheres e até as feministas?

devo deixar claro antes de fechar o texto: sacanagem do bem não é a mesma coisa que vídeo de educação sexual.

aliás, me arrisco a dizer que os conteúdos que comporiam essa ideia são muito mais tesudos e suculentos do que a maioria do circula nos filmes adultos. me diga: tem coisa mais excitante do que um orgasmo verdadeiro?

e já que estou fantasiando, me deixo pensar na quantidade de casais que se sentiriam inclinados a contribuir com a ideia. contribuir tendo suas identidades devidamente resguardadas. seria por uma ótima causa, a de incentivar a sacanagem do bem, e possivelmente também pode virar parte da sedução.

enfim, você talvez diga que eu sou um sonhador, mas certamente não estou sozinho.

Comentários



Compensação de CO2 criativo; liberando bens para o ecossistema cultural - oportunidade de negócio?

Há um link que vem sendo construido relacionando o movimento ambientalista e o que defende a cultura livre. Lessig fala sobre "externalidade positiva" já faz tempo e esse enquadramento apareceu para uma audiencia mais ampla em matéria recente da The Economist que o José Murilo resumiu e comentou para o blog Cultura Digital.

Em síntese, o link está no objetivo de preservar o que pertence a todos. Ambientalistas querem que as florestas e a biodiversidade planetária sobreviva para as proximas geraçoes. Os ativistas defensores da cultura livre querem que a cultura - livros, filmes, fotografias, etc - não estejam amarradas por tantos anos a direitos autorais, mas que possam circular e promover o desenvolvimento da sociedade.

Vou apresentar uma proposta partindo dessa associação. Os ambientalistas oferecem hoje uma solução interessante para empresas que querem ganhar o reconhecimento social por colaborar com a preservação do ecossistema: é a possibilidade de compensar o planeta pela emissão de gás carbônico pelo replantio de florestas - veja via SOS Mata Atlântica. Uma atividade que vá causar a liberaçao de CO2 - que influencia na geração do efeito estufa - é equilibrada, então, por uma camada verde que ajudará a reverter esse processo.

A ideia a ser proposta, então, é que empresas possam oferecer uma compensação parecida via liberação de produtos culturais ainda fechados ao acesso da sociedade por leis de direito autoral. Estou me referindo a um tipo especial de produto cultural que sofre as consequencias da alongamento do prazo de validade das leis autorais. Conforme explicou tantas vezes o professor Lessig, essas leis existem para proteger uma pequena quantidade de produtos que continuam rendendo dinheiro hoje (tipo Mickey Mouse), mas acaba valendo para todos os produtos. Resultado: muita coisa que já nao rende nada há decadas não pode legalmente ser copiada e compartilhada.

Imagine a quantidade de livros que foram publicados nos ultimos cinquenta anos e quantos desses ainda estao em circulaçao rendendo dinheiro para editoras. Não tenho esse dado, mas imagino que, fora os clássicos, sobre pouca coisa. Daí a proposta: uma companhia poderia comprar os direitos dessas obras dos detentores dos direitos e digitaliza-los e libera-los para a sociedade. É uma solução boa para todos porque o responsavel legal já nao tinha perspectivas de ser recompensado e agora será.

Imagino que haja espaço para ONGs ocuparem esse nicho se colocando como intermediárias desse serviço. E vejo tambem a possibilidade de os livros liberados terem a indicaçao da organização que ofereceu cada doação para a sociedade, de maneira que a sociedade saberá de sua participaçao e poderá exprimir sua gratidão. Vejo o acordo sendo feito por lote: acorda-se um valor pelo catálogo que não vem sendo reimpresso há pelo menos 20 anos, digamos. Algo justo e que faça sentido comercialmente para quem vende.

Essa é a ideia. Quem quiser pegar, que pegue.

Comentários



Rede de recomendação de bons profissionais liberais

Hoje eu estava na cadeira da minha dentista e me perguntei se não faria sentido existir um modo de a gente recomendar para os amigos esse tipo de profissional.

Eu recomendaria com prazer o trabalho da minha dentista dentro do meu círculo de relacionamentos. Eu confio no trabalho dela, o que torna essa divulgação boa para todos.

Meus amigos que estiverem precisando de uma indicaçao terão o contato de um profissional competente e ela poderá expandir sua base de clientes.

Fico pensando como isso poderia ser uma alternativa a depender de consultar o guia médico do plano de saúde.

Alias, essa poderia ser outra informaçao importante: ao se cadastrar, a pessoa pode indicar seu plano de saúde para os contatos saberem se o profissional indicado está disponível pra eles.

Não acho que isso seja algo particularmente difícil de ser desenvolvido. E hoje a "casa" natural desse serviço é o Facebook.

Comentários



O escambo da AirBNB aplicado a livros: o negócio da intermediação da troca

Existem hoje alguns sites para a troca de livros - aqui, aqui e aqui. Eles funcionam da mesma maneira: você lista os livros que quer se desfazer e, ao mandar um livro a alguém, ganha um ponto que vale um livro de outra pessoa da comunidade.

Funciona, mas fiquei pensando que a solução ainda pode evoluir. Pense comigo: se todos os livros têm o mesmo valor (1 ponto), eu tenderei a não querer me desfazer daqueles mais caros. Isso provavelmente restringe o conteúdo que circula.

Por que não, por exemplo, permitir que os usuários coloquem preço em seus livros? Se é um livro mais caro, o usuário pede mais. Ao mandar um livro, seu perfil recebe o crédito-livro valendo aquele montante.

A pessoa pode começar a participar comprando créditos. Ele transfere dinheiro de seu cartão para sua conta no site. A partir daí pode adquirir livros de outras pessoas.

Outra maneira de ela participar é oferecendo livros para outros participantes adquirirem. Assim ela não compra créditos. Na medida em que se desfaz de suas obras, têm dinheiro em caixa para encomendar livros para si.

Essa solução é parecida com o que oferece hoje a Estante Virtual. Eles não vendem livros, apenas aproximam vendedores (sebos) de compradores. E cobram uma taxa por esse serviço que é retirada na hora do pagamento.

Mas a nova ideia da troca direta entre leitores pode ser potencialmente mais lucrativa porque baixa o preço da transação. Os participantes entrarão com bem menos dinheiro porque podem pagar livro com livro.

Já escrevi em outro texto sobre como a compra de livros da maneira como fazemos hoje parece ser um contra-senso. Ao mesmo tempo em que o livro tem uma vida útil potencial de anos ou décadas, depois de lido (quando é lido) ele se torna objeto de decoração; perde sua função original.

Não estou dizendo que a realização do projeto de escambo de livros seja simples. Ele dependerá, por exemplo, de oferecer um esquema seguro e eficiente para os participantes se avaliarem em relação a entrega.

Vou além: esta solução não impede o livreiro do sebo de participar das transações. Ele pode usar o serviço para adquirir bons livros abaixo do preço de mercado para alimentar suas vendas presenciais. Se ficar "expert" no site, saberá de quem e quando comprar. Ele pode também oferecer por ali uma parte de seu acervo.

E se o serviço permitir transformar crédito-livro em dinheiro, o site potencialmente atrairá pessoas que, por exemplo, herdam livros e querem se desfazer deles. Terão uma maneira de identificar obras raras de alto valor e de fazer mais dinheiro do que fariam vendendo "o lote" para sebos ou para fábricas de papel.

No fundo, essa ideia de serviço vai na linha do AirBNB, um site que transforma quartos de "pessoas físicas" em albergues e pequenos hoteis. O espírito é o mesmo: para abrir a casa a um estranho, é importante confiar. O mesmo vale para quem oferece: muitas resenhas positivas aumentam sua confiabilidade.

No caso do escambo de livros (ou de qualquer coisa física), o potencial lucrativo é aparentemente baixo. Afinal, quantas pessoas lêem. Mas o livro pode ser o primeiro passo para atrair participantes. A comunidade de leitores pode ser menor do que muitas outras, mas é apaixonada.

Veja que não foi por acaso que a Amazon começou vendendo livros e depois se tornou um grande mercado para todos os tipos de itens. Além de atender a uma comunidade que compra com constância, o livro tem outra vantagem. Seu tamanho facilita o transporte para o Correio e depois para o envio.

Penso, finalmente, no que isso representa para o comprador: poder consumir independente das lojas. O que se torna inútil na casa não é mais encaixotado e trancado, mas volta a circular. Faz sentido?

Comentários



E se tratarmos livros como softwares e eles evoluirem com o tempo?

Editoras precisam lançar livros novos para gerar receita. Uma vantagem do livro recém lançado é que pouca gente leu, então, se a capa for caprichada e a resenha aparecer nos veículos certos, a venda acontece. Daí o consumidor chega em casa e percebe que o título não é aquilo que esperava, mas daí é tarde. Nem todos conseguem voltar para trocar.

E os ótimos livros que saem de catálogo porque a demanda baixa não justifica a reimpressão? Se eles não estão vendendo tanto, por que não disponibilizá-los bem baratinho online? Isso não está dando certo com a música/vídeo via iTune/Netflix e similares? O problema é que disponibilizar o conteúdo fora de catálogo pode saciar o desejo do leitor e reduzir os gastos com as novidades.

Parece que há um grande silêncio no mercado editorial em relação a esse assunto. As editoras querem continuar vendendo papel impresso apesar das inúmeras vantagens e facilidades do formato digital, para si e para o consumidor, e o consumidor vai descobrindo o crescente mercado de livros compartilhados ilegalmente online.

E fico me perguntando se não podemos pensar no livro da mesma forma como pensamos o software. A gente não compra o pacote inteiro do Windows quando uma nova versão sai, a gente atualiza o programa, e quando isso não é de graça, custa apenas uma fração do preço integral.

Livros também são sequências de código. A editora pode começar a pensar nele como tal. O custo de impressão e distribuição hoje não existem. Por que não concentrar recursos na curadoria para oferecer um produto sensacional?

Por que esse produto não pode ser vendido bem baratinho ou de graça, como os apps para IPhone ou IPad, e terem modelos alternativos de rentabilização? Sim, o preço é um dólar, mas sim, você não paga nada para copiar ou distribuir, e se é barado, é mais fácil comprar do que procurar no "black".

Pense em uma editora que lança livros em formato de apps. Os livros continuam sendo aperfeiçoados porque cada vez que ele melhora, mais pessoas querem comprar e também se fideliza quem já comprou. O sucesso do livro conduz ao desenvolvimento e isso traz novas vendas.

O livro não precisa ser do tamanho que tem hoje. Pode ser adaptado à falta de tempo. Pode ser mais compacto e distribuído em mais capítulos.

Se for ficção, seções da história podem ser modificadas ou acrescentadas. O bacana passa a ser acompanhar esse processo produtivo. Se for não-ficção, a conteúdo pode ser expandido, aprofundado, aperfeiçoado a partir do que o leitor demonstrar ter interesse.

O livro não precisa acabar. Antes ele acabava porque custava muito dinheiro imprimir e distribuir. Era melhor ou mais garantido fazer outro.

Pense em um autor que voce gosta muito. No meu caso, é o Rubem Braga. É claro que eu compraria o livro do R.B. para ter o prazer de ver o livro vivo, em movimento; me surpreender com descobertas de como ele desdobrou uma cronica ou uma parte da cronica que tenha sido particularmente popular. Eu pagaria, sim, para estar mais perto do autor que eu admiro.

O autor é um programador também, mas o código dele é a cultura e ele programa a maneira como a gente percebe e entende o mundo. Como isso se apresenta não obedece a fórmulas. A fórmula traduz o momento em que ela foi adotada.

Hoje, a versão atualizada de um livro é algo que acontece raramente. O livro precisa ser um sucesso para ganhar uma "versão atualizada e expandida". Agora, em vez de gastar com o papel e tinta e distribuiçao e promoçao, por que nao pagar o autor? Afinal é ele a parte essencial do produto.

Antigamente, também, a comunicação do público com o autor e do público com o público acontecia dentro do espaço escasso das seções de cartas dos leitores nos jornais. Hoje é só abrir um fórum de discussão e, se o livro for incrível, o espaço vai se encher com gente falando a respeito dele. Monitores podem ajudar a processar a conversa para retirar dessa participaçao o filé que poderá retro-alimentar o autor para ele, sabendo como está sendo lido, desenvolver a obra.

Escrevo isso e eu mesmo me censuro pensando: "É absurdo, livro não funciona assim, tem que acabar na última página." Quem disse? As coisas se reinventam. Existe o modelo atual e o que ainda não foi inventado e que a grande promessa que ninguém ainda tenha ousado fazer.

Um dos maiores motivadores na hora de se comprar um livro é conhecer o autor. Ter gostado de um livro anterior reduz a perspectiva de se desapontar. Então, por que não reinventar o livro fazendo com que ele possa ser reescrito e republicado tantas vezes quanto ele seja capaz de encantar os leitores.

E isso nao vale apenas para o livro cujo autor é vivo. Fico imaginando a delícia de poder me interagir com outros adoradores do R.B. e da possibilidade de reler os textos dele dessa maneira. A editora pode ter um "curador" que se encarregue de fazer os updates no "código". Não estou sugerindo que ele reescreva os originais, mas a criaçao de conteúdos novos junto com o original.

É isso: eu curtiria a ideia de pagar R$ 1,00 por um livro e ter experiencias como essa.

Comentários



Crowdsourcing para comprar o "hackermovel" e disseminar transparência

Continuo me surpreendendo com a vitalidade e a disposição da turma ligada ao projeto Transparência Hacker.

Vejo com admiração como esse projeto aproxima pessoas interessadas em contribuir com uma causa pública. No caso: criar maneiras de processar dados governamentais para a população ter recursos melhores para entender e fiscalizar os gastos e ações dos representantes públicos.

O que eles querem fazer agora é nada menos do que comprar um ônibus usado com o objetivo de transformá-lo em uma estação de trabalho móvel.

Esse equipamento permitirá que eles se desloquem para locais de atividades planejadas e também que desenvolvam ações junto com as comunidades que estiverem na rota.

Dou as boas vindas a esse sonho e a esses sonhadores, ao desejo que eles tem de fazer a parte deles, de dar o exemplo e assim atrair mais pessoas para a causa.

Já imagino ou pressinto as histórias, aventuras e emoções que esse laboratório móvel trará aos que participarem de suas andanças Brasil a fora e a dentro - como diz a Marina.

Desejo que eles consigam o dinheiro, inclusive de empresas interessadas em patrocinar a iniciativa - pode?

E desejo também e inclusive que esse projeto continue aproximando pessoas com perfil menos técnico, seguindo o movimento de popularização da cultura Hacker.

É importante ter quem faça o código, mas ativistas não-programadores são fundamentais para ajudar a construir o meio de campo entre a ideia e sua materialização e apresentação para o mundo.

Comentários



Wandering Books é uma idéia simples e que tem gosto de colaboração

Por falar no tema promoção de leitura pela web, existe um projeto muito bacana, relativamente simples e que ainda não foi posto em prática.

A maneira mais óbvia de se amplicar o uso dos livros seria emprestando para as pessoas que a gente já conhece, para quem já faz parte das nossas redes de relacionamentos.

O problema é que muitos livros não voltam, voce esquece, a pessoa esquece e fica por isso mesmo.

A idéia do Luciano Ramalho ataca esse problema. Imagine uma site de networking social para você colocar uma lista de livros que você não se incomodaria em emprestar. Aqui a descrição do projeto.

Os meus contatos não só teriam uma maneira de encontrar os livros que eles estiverem procurando sem precisar ir até a minha casa, como eu teria uma forma de saber, rapida e facilmente, com quem estão os meus livros emprestados.

E mais: a dinâmica de entrega do livro fica simplificada. Meu amigo pode trabalhar perto de mim, ou mesmo aproveitar uma situação dessas para a gente tomar um café. Eu entrego o livro e a gente ainda bate um papo.

Encontrei o Luciano recentemente e ele disse que ainda pretende pôr essa idéia em prática. - Ô, Luciano, cadê? ;-)




Sobre maçãs, cachorros e CEOs

Hoje de manhã passei na MacFix, uma revenda de produtos Apple. Desde a porta, tudo tem o encanto cool dessa marca. Meio galpão, meio nave espacial, esse é o ambiente da área de atendimento. Espaço livre, objetos geométricos, focos de luz e penumbra.

As três moças que recebem os pedidos atrás de Macs ultra modernos me lembraram personagens do Matrix ou Blade Runner, meio bonecas, meio robôs. Mas fora o cool previsível, esperado, uma coisa nessa loja é completamente surpreendente: um filhote magrelo e energético chamado Mel.

melPense diferente: para que deixar o seu cachorrinho de cinco meses no quintal uivando e atormentando os vizinhos? Traga-o para o trabalho para ele ficar solto, dentro da empresa, interagindo com os seus clientes!

O cachorro é de um dos diretores da revenda e segundo a atendente, ele faz o maior sucesso, principalmente nos dias em que o espaço fica lotado. Enquanto as pessoas esperam, ele distrai e quebra o gelo do ambiente.

Agora, só em uma empresa relacionada à marca Apple dá para se pensar num negócio desses. É totalmente "out of the box".

E falando na Apple, estive com dois CEOs nos últimos 15 dias. E sabe o que eles têm em comum? O MacBook Air. Também pelo tamanho, pela portabilidade. Mas o motivo principal é o impacto de se tirar uma máquina dessas na hora de uma apresentação. É o efeito surpresa. Quebra o gelo, as pessoas chegam pra ver e logo eles já têm um clima de mais informalidade para conduzir suas reuniões.

Isso tem tudo a ver com o que o Scoble escreveu sobre cartões de visita: eles são principalmente começadores de conversas. Aliás, a mesma função do IPhone, mas esse já virou carne de vaca, pricipalmente entre publicitários. Até o faxineiro das agências deve ter o seu. ;-)




Como o Twitter ajuda a resolver o overload informativo e como aperfeiçoá-lo

Overload informativo é um dos assuntos recorrentes deste blog. Outro dia, proseando com o André Passamani, ouvi ele falando que gostaria de não ter que ler a não ser material recomendado e já resumido. Esse é o sonho de quem se embrenhou na rede e está atravessando essa fase de adaptação do broadcast para o "socialcast" (que tal o termo?), a informação transmitida por identificação dentro de grupos de interesse comum informais.

Segue uma reflexão rápida sobre o Twitter como solução pra esse problema e de como essa solução de filtragem poderia ser aperfeiçoada.




Um dos motivos porque eu quero um celular novo

Estou querendo comprar um telefone celular novo, que tenha uma câmera fotográfica legalzinha (2 MP mínimo) e também faça vídeos de qualidade razoável. Faz tempo que venho vislumbrando a possibilidade de usar esse equipamento para produzir mini-vídeos caseiros registrando declarações espontâneas, opiniões e acontecimentos que vou presenciando no dia-a-dia. Nada necessariamente fantástico ou espetacular, apenas coisas que eu considere relevantes.

Hoje encontrei este vídeo, que vai bem ao encontro do que eu imaginava como resultado desse experimento. Não me refiro ao conteúdo especificamente, ao posicionamento político da pessoa retratada, mas ao tamanho e ao formato do material. E fico imaginando o YouTube como também repositório desses arquivos de centenas de milhares de pontos de vista, narrativas de experiências e histórias contadas, recolhidas caoticamente em todos os lugares e disponíveis para quem quiser re-usar.

Acho que é questão de hábito. Seria muito bacana um curso de laboratório de produção desse tipo de material. Cada semana os participantes levam uma coisa nova pra mostrar.

Que tal?




Syndicate content