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openFacebook anuncia projeto open source para resistir a avanços do GoogleSubmitted by juliano on 29 May, 2008 - 09:16.Interessante ver empresas jogando Xadrex - ou Poker. Contexto: Facebook (junto com Microsoft) e Google (e a rapa) disputam quem vai sair vencedor no campo promissor das redes online de relacionamento. Últimos lances: 1) Google fracassa em sua estratégia de conquistar o mercado, especialmente porque vê seu produto, o Orkut, colonizado por turbas de adolescentes brasileiros. Vê também o avanço do Facebook, um experimento que surgiu em Harvard, se espalhou pelos campi universitários norte-americanos e se tornou a melhor opção de site de relacionamento para quem não tem uma banda (de música) alternativa e por isso prefira o MySpace. Microsoft compra 5% do Facebook pela bagatela de US$ 240 milhões, indicando que o valor do site é de US$ 15 bilhões. 2) Google contra-ataca encabeçando a campanha pelo Open Social, uma solução tecnológica para permitir a interoperabilidade entre redes sociais. A intenção é reduzir a força do Facebook fazendo com que o usuário precise de apenas uma conta para acessar todos os sites de relacionamento participantes. Por enquanto, entre os inscritos estão Hi5.com, Viadeo, MySpace, Friendster, Orkut and Yahoo!. (Alguns comentaristas criticam o Google por promover a abertura de informações apenas quando isso é conveniente e questionaram a decisão da empresa de manter em sigilo, por exemplo, o algorítmo que faz funcionar seu sistema de busca.) Ainda este mês o Google anunciou o lançamento do Google Friend Connect, um serviço para donos de sites aumentarem o tráfego oferecendo programas que estimulam o convívio social entre os visitantes. (Entenda mais sobre isso aqui.) 3) Agora é a vez do Facebook anunciar um projeto com código aberto para sua plataforma de desenvolvimento. Diz o release distribuído nesta terça: "Nós estamos trabalhando em uma iniciativa de código aberto com o objetivo de ajudar desenvolvedores de aplicativos a entenderem melhor a Plataforma do Facebook e construirem aplicativos mais facilmente." A idéia é fazer como o Linux, permitir que programadores usem o código do Facebook como quiserem, contando que isso promoverá o desenvolvimento da plataforma e o resultado poderá ser aproveitado para melhorar o Facebook. Esse é um exemplo típico de competição empresarial beneficiando a sociedade. Para conquistar a preferência do consumidor, cada parte vai oferecendo mais vantagens. E como não entendo muita coisa de negócios, fico pensando como isso terminará, se eles podem chegar a um equilíbrio (truce) ou se no final, apenas um estará de pé. p.s. O tráfego do Facebook - e de outras redes - caiu 10% em abril. DVD de Tropa de Elite libera arquivo MP4 do filmeSubmitted by juliano on 2 March, 2008 - 22:29.Esta última quarta-feira, 27, chegou às locadoras aqui de SP o DVD oficial do filme Tropa de Elite. E eu, por acaso, passei por uma e decidi alugar para fazer uma sessão para amigos no fim de semana. Fenômeno entre marreteiros, ganhou quatro "continuações" antes mesmo de entrar em cartaz. Só não comprou a versão pirata quem não quis. Também sucesso de bilheteria. Agora ele provavelmente sumirá das prateleiras das locadoras nos próximos dias, até saciar a curiosidade de quem ainda não viu e também daqueles que pretendem rever com direito a pausa e repeteco. OK, o que mais esperar desse consumidor que teve tantas oportunidades de assistir o filme? É para ele, depois de alugar, comprar o DVD? Bom senso: quem for fazer isso, vai fazer por vontade, para ter em casa o "original" e mesmo para prestigiar os realizadores. Não por escassez. Ao invés de assumir uma postura hipócrita e contra-producente em relação à realidade da tecnologia de reprodução e transferência da informação digital, os responsáveis pelo filme facilitaram a vida de quem ainda quer ter uma cópia da história do Capitão Nascimento. Nada de baixar e instalar programas para ripar o disco. Para ter o filme, basta copiar o arquivo MP4 integral que vem junto com o DVD. Cortesia dos realizadores. É a melhor imagem? Não, mas o que você espera ocupando menos de meio giga? Depois de tanta exposição, é vantagem que o filme seja distribuído socialmente, que ele seja assistido e comentado, porque o que tinha para render de lucro, já entrou. Pedir mais seria mesquinharia. Não sei se isso já aconteceu outras vezes, do próprio DVD do filme oferecer ao locatário o arquivo do mesmo material em formato amigável para computador. Eu nunca ouvi falar, pelo menos aqui no Brasil acho que é novidade. Mais uma atitude que mostra que o sucesso do Tropa de Elite não aconteceu à toa ou por acaso. Ronaldo Lemos fala de xerox ilegal, registro de livros em CC e sobre a guinada de Lawrence LessigSubmitted by juliano on 19 February, 2008 - 11:50.Mês passado, Ronaldo Lemos, advogado e presentante do Creative Commons no Brasil, distribuiu por email o vídeo de uma apresentação que ele fez a convite do Google nos Estados Unidos. Encontrei rapidamente com o Ronaldo na semana do Campus Party e aproveitei para pedir que ele falasse um pouco sobre a ausência do "fair use" (parte 1 da entrevista) no Brasil e as maneiras para resolver esta situação. Não foi uma entrevista jornalística no sentido ruim do termo, eu não pretendia criar conteúdo, mas me esclarecer sobre o assunto partindo de experiências e vivências como a de lançar um livro. E por conta disso surgiram outras dúvidas e a conversa se desenvolveu, sempre tratando da questão do direito autoral. Eu quis saber como ele se posicionava em relação às empresas fotocopiadoras (parte 2 da entrevista) que funcionam dentro das faculdades e universidades públicas. É um debate antigo e que está relacionado à maneira como a constituição regula o direito autoral. E o bacana das respostas do Ronaldo é que elas não soam fundamentalistas, "xiitas" em favor da abertura irrestrita do uso de conteúdo registrado. Ele está pensando no bem comum, e não em alimentar disputas com as indústrias que vivem do direito autoral - como gravadoras, estúdios de cinema e editoras. Do xerox, a conversa evoluiu para as vantagens de se lançar livros pela internet com uma licença Creative Commons - parte 3 da entrevista. Desde o lançamento do Conectado, algumas pessoas me cobram em relação a isso, e eu respondo que estou de acordo - inclusive porque isso beneficiaria a distribuição do livro - contanto que a editora esteja de acordo. E mais uma vez, o Ronaldo traz uma perspectiva razoável e pragmática sobre as situações em que isso valeria a pena. Finalmente, aproveitei para perguntar a ele sobre a decisão do Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, de mudar o foco de seu trabalho da questão do direito autoral e passar a estudar a corrupção - parte 4 da entrevista. E esse tema fechou bem nossa conversa porque mostrou que o Lessig se refere a uma definição jurídica de corrupção, que é diferente do sentido que usamos no dia a dia. Isso mostra que essa mudança aparente na verdade representa uma abertura do escopo da pesquisa para entender o motivo dos governos não estarem abraçando como deveriam - na medida em que isso beneficia a sociedade - alternativas mais flexíveis de licenciamento autoral, condizentes com o mundo interconectado. PS. Apesar de ter sido relativamente simples editar os vídeos, ainda assim investi boas quatro horas fazendo isso. Tentei tirar as minhas participações fazendo perguntas, inclusive para reduzir o tamanho do arquivo final. Espero que o resultado tenha ficado compreensível mesmo para quem não entende do assunto. Pirataria off-line segue modelo de organização descentralizadaSubmitted by juliano on 25 October, 2007 - 11:35.Esses dias estive na Santa Efigência - para quem não conhece, é a rua de São Paulo onde se concentram os vendedores de equipamentos eletrônicos - mapa aqui. Um verdadeiro bazar caótico, local das barganhas e também dos produtos contrabandeados ou roubados. (Muitos dos comerciantes têm presença na Web.) Em um dia típico, no horário comercial, muitos ambulantes ocupam as calçadas. É difícil passar. Muitos estímulos, luzes que piscam, chamados, quer programa? quer jogos? A rua estreita geralmente ocupada de carros e pessoas cruzando, o trânsito flui devagar. Esses dias passei por lá e tive a oportunidade de conversar com um dos jovens que vende programas piratas na rua. Tropa de Elite chega aos cinemas e já têm três sequências no mercado informalSubmitted by juliano on 7 October, 2007 - 10:48.Os marreteiros vivem no futuro. Ontem, passando pelo camelódromo da Avenida Paulista, ali próximo à alameda Pamplona, na frente do Stand Center, parei em uma das muitas barracas que vendem DVD pirata para checar os lançamentos. E encontrei uma coisa estranha: estão vendendo quatro filmes diferentes de Tropa de Elite, como se além do primeiro, houvesse três sequências. (O filme também circula livremente pela Web em formato torrent.) Os vendedores não sabiam explicar direito. Disseram que um deles era documentário. Como o que vazou para a rede foi uma versão diferente da que chegou este fim de semana aos cinemas, fiquei pensando que poderiam estar circulando o mesmo filme com edições diferentes - um prato cheio para cinéfilos. Alguém comprou esse material ou saberia dizer o que esses quatro DVDs contém? Tem uma parte do meu cérebro que não me pertenceSubmitted by juliano on 19 September, 2007 - 12:08.O assunto é complicado e não pretendo resolvê-lo nessas poucas linhas que vou escrever. Aliás, eu não ia escreve hoje, mas seguindo minha proposta de ler diariamente os feeds dos blogs, acabei trombando com a seguinte notícia: conteúdo aberto cria mais valor econômico que o direito autoral. Eu já tinha feito comentários sobre esse assunto enquanto lia o Free Culture do Lawrence Lessig, e justamente ontem estava pensando no seguinte: se eu quiser inventar uma história que, ao invés de personagens "originais", faça interagir personagens da minha infância como a turma da Mônica, Disney, Speedy Racer, Ultraman e Snoopy, das duas, uma, ou eu gasto uma fortuna e perco meses negociando com os donos dos direitos autorais, ou me exponho a ser processado - caso minha obra se torne pública. |
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