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Impacto da internet na audiência do noticiário sobre política

Este artigo é sobre como o surgimento da internet transformou a audiência dos noticiários sobre política.

Segundo o analista, a abundância e a variedade de meios de comunicação segmentou a audiência e reduziu o número de pessoas que acompanha o debate político.

Ele fala dos Estados Unidos mas acho que essa tendência é global. As opções de entretenimento "puxam" 80% do público, que se torna mais alienado, ao mesmo tempo em que torna um grupo reduzido - que ele chama de news junkies - ainda mais envolvido com as notícias.

Por um lado, houve um aprofundamento no interesse e na participação de uma porção da audiência. Por outro, a maioria está desinteressada pelo assunto.

Jornalismo participativo está além do que acontece nos portais

O José Murilo Junior comentou o post sobre por quê o chamado jornalismo participativo ainda não emplacou nos portais. Ele registra duas perspectivas, a de que o blog está se valorizando, por um lado, e a que a imprensa tradicional perde ao tentar se 'amadorizar' para ficar parecida com os blogs. O ponto principal que ele faz parece ser que jornalismo participativo não se limita aos canais disponibilizados pelos veículos tradicionais.

O lucrativo começa a se mostrar não-lucrativo

Sigo aproveitando os comentários deixados neste artigo sobre a dificuldade dos portais de fomentar a participação de sua audiência.

O arquiteto de informação Lex Blagus, daqui de Sampa, disse o seguinte:

Ainda estou em processo de formação de opinião sobre isso tudo, mas o pouco que concluí é que dar atenção aos veículos de notícias tradicionais, tanto em papel quanto online, é perda de tempo.

Além da citada manipulação de informações (pelo dossiê Veja e os apontados neste post) essas “grandes corporações” ainda não pegaram o espítrito da web. Porque a web é muito mais humana e muito menos business.

Não que eu ache business algo ruim — muito pelo contrário — mas business somente visando lucros é algo que pouco a pouco começa a se mostar paradoxalmente não-lucrativo.

Obesidade informativa

Tenho registrado minha angústia por não dar conta de administrar a quantidade de informação que eu gostaria. Entre prazer, obrigações e curiosidade de pesquisa, estou (não é de hoje) me afogando em RSSs, email, artigos, livros e informação de outros tipos.

A Silvana Gontijo, minha parceira de Arena Jovem na Bienal, me ouviu falar do termo "information overload" e riu dizendo que por conta própria tinha cunhado sua versão brasileira: "obesidade informativa".

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