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Muita gente desencanou do Twitter por não ter pego a finalidade da ferramenta

Já escutei muita gente reclamando que o problema do Twitter são as mensagens em que o cara fala o que está fazendo no momento. Tipo:

- Comendo pastel na feira.

Eu fazia coro com essas pessoas. Para mim, o ideal seria usar o Twitter apenas pra fazer circular coisas interessantes que vamos pescando na rede ou também abrir conversas maiores publicando links para posts do meu blog.

Mas esses dias caiu a ficha em relação a essa ferramenta.

Como ajustei o Twitter para não ficar maluco (nem desencanar de vez)

Reduzi pela metade o número de pessoas que estou seguindo no Twitter. Já faz tempo que estou batendo cabeça, tentando me adaptar a um mecanismo que a cada dez ou vinte segundos traz uma mensagem muitas vezes irrelevante para mim, de uma pessoa que eu não conheço.

Outro dia a @Rosana Hermann saiu perguntando pelo Twitter como as pessoas decidiam a quem seguir. Minha fórmula era a seguinte: abria cada email de notificação e observava duas coisas, se a pessoa tinha blog (fundamental) e se o assunto era do meu interesse.

Outra coisa que prejudicava: desde o começo eu usava o GTalk como cliente. É prático: o Twitter se torna mais um contato. Mas ele não separa os diferentes tipos de informação. Ou você acompanha tudo ou não fica sabendo das conversas e comentários que te envolvem. Isso gera ruído demais.

Imagino que muita gente tenha desistido de usar o Twitter porque não conseguiu ou não teve paciência para ajustar a sintonia. Aqui vai o resumo desta minha última tentativa de domesticar o canal.

Ajustando a sintonia para ver se aproveito melhor o Twitter

É tudo uma questão de acertar os filtros. Esse é o grande tema da comunicação, especialmente no contexto da mídia social.

Confesso que ainda não me adaptei ao Twitter. Ainda preciso encontrar o equilíbrio para a quantidade de pessoas que estou seguindo. E fazer tracking de um tema como "social media" é desesperador.

Friendfeed e Twitter expandem potencial de comentários em blogs

Uma das medidas de sucesso de um blog é a quantidade de comentários que ele gera. Comentário é mais que apenas uma visita, significa que o conteúdo mobilizou uma parte da audiência. Mas isso traz um problema: a área de comentário não é um espaço flexivel. Para ter acesso a ela, o usuário deve ir ao post e de lá, ler e participar da discussão.

Acabo de ler este post que sugere que soluções como FriendFeed e Twitter estão se tornando o espaço por excelência para comentários e debates. E faz todo o sentido.

Essa solução tira do blog o conteúdo produzido pela comunidade que o acompanha ao mesmo tempo em que amplia, expande e facilita a participação no debate gerado pelo post.

Pode parecer um mal negócio para o blogueiro, mas é um bom negócio para o leitor, e o blogueiro deve aprender a tirar proveito disso.

Como o Twitter ajuda a resolver o overload informativo e como aperfeiçoá-lo

Overload informativo é um dos assuntos recorrentes deste blog. Outro dia, proseando com o André Passamani, ouvi ele falando que gostaria de não ter que ler a não ser material recomendado e já resumido. Esse é o sonho de quem se embrenhou na rede e está atravessando essa fase de adaptação do broadcast para o "socialcast" (que tal o termo?), a informação transmitida por identificação dentro de grupos de interesse comum informais.

Segue uma reflexão rápida sobre o Twitter como solução pra esse problema e de como essa solução de filtragem poderia ser aperfeiçoada.

Será que o Twitter serve para se fazer entrevista?

A proposta do Não Zero nunca foi se tornar uma plataforma para difundir ou analisar notícias sobre mídia social e sim abrir conversas sobre experiências vividas nesse campo. Ele é o palco de uma entrevista contínua entre as pessoas que se interessam pelo assunto e acompanham o blog. (Talvez seja mais preciso chamar essa conversa de "desentrevista".

Me interessa observar, experimentar e refletir sobre as mudanças que a internet desencadeou na rotina do profissional da comunicação. Este blog é ao mesmo tempo o lugar onde registro impressões sobre esse assunto e também onde uma parte dessas experiências acontecem.

Essa vivência participando e mediando conversas me levou a pensar na maneira como a prática da entrevista vem se transformando por conta da Web e comecei a considerar alternativas para explorar positivamente a rede para entrevistas. Acabo de desovar a primeira usando essa 'metodologia' e estou com mais duas bem encaminhadas. E em breve vou condizir mais um experimento: entrevista via Twitter ou variações sobre a idéia já divulgada de Twitterviews.

Talvez esteja mais para pesquisa de opinião do que entrevista. A idéia é anunciar a entrevista enviando uma questão direta - apenas uma questão, para não tomar tempo demais das pessoas e também para evitar confusão. E pretendo observar não apenas a resposta da comunidade, mas as ressonâncias que a pergunta provocará nas redes do Twitter.

Enfim, será uma experiência e estou curioso para ver o que sai ou não saí dessa proposta. E estou interessado em conhecer propostas parecidas que já venham acontecendo. É só me avisar pela área de comentários deste post - toda ajuda será creditada.

Utilização paralela de blog e rede social

Pretendo explorar o Twitter para disseminar os posts principais, não exatamente para dispersar uma informação, o que significaria apenas falar, mas criando uma dinâmica de circulação de informação que integra blog e microblogs.

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