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Sobre registros em vídeo por celular

Talvez o principal motivo de eu ter me envolvido com smart phones seja a pela possibilidade de gravar e pôr no ar entrevistas.

Para quem não sabe, nos meus tempos de aluno do departamento de história, me especializei em história oral. Eu adoro entrevistar.

Quando me armei do N73, em janeiro deste ano, tinha a perspectiva de colocar no ar um videozinho por dia. Mas de cara, editando esta pequena entrevista com o André sobre o BarCamp na Campus Party, percebi que a coisa não seria tão simples.

Editar consome tempo, principalmente no meu caso, que gosto de acertar detalhes. Resultado: poucos vídeos foram ao ar desde então.

Inclusive porque eu não tenho essa preocupação de ficar registrando tudo. Faço quando eu me lembro e quando tem clima.

Enfim, estou falando tudo isso porque esses dias, passeando pelo bairro de Pinheiros, fazendo os meus safaris urbanos para tirar fotos, encontrei na Praça Benedito Calixto um vendedor de fotos antigas que tinha na ponta da língua sua história.

O que me chamou a atenção foi o fato de alguém comercializar imagens privadas, não públicas, cenas de reuniões de família, e imagens caseiras em geral.

Pedi autorização para registrar em vídeo e, garantindo a ele que eu não faria dinheiro com isto, ele deu o OK e esqueceu da câmera.

Quase não precisei fazer edição.

Escolhi o Videolog porque a ferramenta é muito caprichada, aceita arquivos maiores e oferece conteúdo para o usuário brasileiro.

O resultado está abaixo.

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