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A universidade começa a se abrir aos novos profissionais da comunicação digital

Na terça aconteceu uma coisa tão extraordinária que eu quase não me dei conta dela. O representante do departamento de comunicação de uma universidade reconhecida me chamou para propor uma aproximação. Ele está abrindo as portas de sua instituição para estimular o convívio de seus professores e alunos com profissionais sem título acadêmico mas que, a partir da prática, do estudo auto-didata e do convívio com seus pares estão reinventando o jeito de fazer comunicação.

Pensando na importância desse gesto, me lembrei da visita que eu fiz ano passado a outra universidade importante daqui de São Paulo, convidado para dar uma palestra. Na sala de recepção aos convidados do evento, dois professores da casa me contaram de sua frustração por estar formando comunicadores para trabalhar no contexto tecnológico dos anos 60, quando quem mandava no jogo eram TV, mídia impressa e rádio.

Hoje o estudante que quer entrar pelos meios convencionais para uma carreira ligada à comunicação precisa fazer dois esforços: um para receber o título acadêmico e outro para aprender a trabalhar. Um para ter o aval institucional que certifica que ele está treinado para desempenhar uma profissão e outro para adquirir o know-how e conseguir o emprego.

Pedido de ajuda para preparar uma oficina sobre blogs para o CP

Estou preparando uma oficina para apresentar no Campus Party Brasil em fevereiro. O tema é: a tecnologia não faz o blog.

Soluções como o Blogger são tudo o que uma pessoa normal, com um pouquinho de experiência na internet, precisa para criar seu blog. (E depois podem optar por outras plataformas, como o WordPress.)

Minha aposta é que o mais difícil no blog é encontrar temas - não qualquer tema, mas aquele que realmente, intrinsecamente interessa à pessoa.

Esse tema pode parecer a coisa menos "nobre" do mundo. Às vezes a gente se pega dizendo: quem é o louco que faz isso e até a pessoa brinca com isso, como é o caso da Louca dos Gatos. Outro que é tão simples quanto genuíno, original, é o The Face Hunter.

Quem souber de blogs como esses, despretenciosos, geralmente feito por pessoas que nem sabem o significado da palavra 'monetização' e nem pensam nisso, por favor, deixe um comentário neste post ou me escreva: juliano arroba naozero.com.br. E quem tiver comentários, sugestões ou quiser mandar links ou sugestões de leitura, escreva também. Vou creditar toda ajuda que receber.

Pessoas comuns lotam curso, estudantes dormem

Ana Carmen e Lucia estavam eufóricas, emocionadas mesmo, com o sucesso dos workshops sobre blogs, realizados na última sexta, como parte do Corredor Literário na Paulista, em Sampa. Apareceram muitas pessoas, a sala ficou cheia e se renovou ao longo das cinco horas de atividades. Participantes de todas as idades demonstraram interesse genuíno em ouvir e perguntar. Uma audiência viva e motivada em pleno feriado de 12 de outubro.

Comentamos depois: contraste total com o resultado das apresentações que fazemos em cursos universitários. Parece que porque a pessoa escolheu estudar comunicação, ela estará ansiosa para aprender sobre o assunto e, particularmente, se situar em relação às novidades na área. Mas geralmente, nesses casos, registramos desinteresse e apatia. Por que será?

Laptop de US$ 100: compre dois e leve um

Eu tinha uma pergunta, não sabia a quem fazê-la. Deixei publicada no blog. Alguém - que eu não sei se conheço, não se identificou - apareceu para responder. E a informação acompanha uma dica: como comprar um laptop por um preço razoável e ainda apoiar uma campanha importante.

A One Laptop Per Child lançou, no fim de setembro, uma campanha pro varejo, de olho nas vendas de fim de ano. Mas o bacana é que o mote deles é praticamente um slogam-do-avesso: "Compre dois, leve um".

Quem aderir paga US$399, recebe um XO em casa e automaticamente doa outro, para uma criança que viva em um dos países beneficiados pela campanha.

Esse tipo de ação responde ao empenho da OLPC, que é fazer o custo da máquina cair para efetivos 100 dólares quando ela for negociada com as nações em desenvolvimento. Tem mais detalhes aqui e aqui.

Presentão pro Natal, né?

Seria bacana se o nosso governo, um dos que está namorando esse equipamento, se comprometeu a comprar um milhão de máquinas, não facilitaria sua importação, tornando essa uma campanha nacional, mobilizando a sociedade civil para apoiar o projeto de inclusão digital do país.

É bom pra todo mundo, para quem quer uma máquina barata, para promover o projeto e inclusive para aumentar as doações para crianças brasileiras. Mas segundo o faq da campanha, só os americanos poderão comprar.

Um problema talvez seja uma possível concorrência desleal com o verajo, que vende outros produtos importados e paga impostos. Mas para saber com certeza, a gente precisa comparar o XO com as alternativas oferecidas na mesma faixa de preço - existe laptop novo vendido a R$ 800? Outro impeditivo à comercialização pode ser que isso dificultaria a identificação das máquinas oferecidas pelo governo, o que aumentaria a possibilidade delas serem roubadas ou vendidas.

Enfim, quem sabe essa conversa ainda não rende.

PS. Obrigado, Daniela!

Onde eu compro o laptop de US$100?

A última coluna do Pedro Dória no Link fala sobre o laptop de US$ 100. Resumo: 1) o colunista de tecnologia da Newsweek, respeitadíssimo, elogiou pra caramba a maquina - não é pra menos, by MIT; 2) o preço da unidade hoje é de US$ 188 - poderá baixar com a produção em massa; 3) os países que ficaram de comprar, entre eles o Brasil, estão enrolando para por a mão no bolso por medo do projeto dar errado.

Com relação a esse projeto, tenho duas dúvidas: 1) o que garante que os estudantes beneficiados não venderão seus equipamentos para, por exemplo, o crime organizado?; e mais importante, 2) Por que não estão vendendo essa máquina no varejo? Por R$400, seria o IPhone dos países pobres!

Educação sem escola - um site inglês quer unir mestres e pupilos

Recebi do André o link de um projeto recém lançado (ainda está em alfa) chamado School of Everything.

Não seria errado descrevê-lo como um classificado para professores autônomos. Você entra no site e vê quais profissionais estão à disposição perto da sua casa ou do seu trabalho. Desisntitucionaliza a educação colocando em contato direto quem ensina e quem quer aprender.

Mas a idéia vai além do anúncio de trabalho remunerado. Aposentados e pessoas motivadas por outras formas de remuneração - como conhecer gente, fazer trabalho voluntário ou promover uma idéia - poderão oferecer seus serviços.

Nesse sentido, pareceu uma solução tecnológica muito interessante para fazer funcionar a idéia do coletivo que registrei na semana passada.

Quem se interessa por participar de um coletivo para atividades educativas?

Esses dias surgiu a oportunidade de propor a realização de uma série de workshops sobre como criar e manter blogs. Será no Espaço Caixa no Conjunto Nacional durante o Corredor Literário na Paulista. Vai ser um evento bacana, útil, para se promover a utilização dessa ferramenta. E por conta disso, pensei na possibilidade de criar uma espécie de coletivo de blogueiros e interneteiros em geral para situações como educativas.

O que muda nos espaços públicos online - uma palestra para avestruzes

Tive o privilégio de assistir hoje uma palestra com dana boyd. Graças à internet - aqui. Quem não quiser gastar uns 45 minutos, pode ler o resumo que eu fiz em português, da apresentação dessa especialista em sites de network social em uma universidade australiana.

Devo esclarecer aos leitores que este texto, na verdade, é um remix elaborado de acordo com as minhas limitações de tempo e de memória, e também a partir da minha filtragem determinada pelos assuntos que me chamam mais a atenção. Se alguém quiser ajudar apontando erros de digitação ou redação, é só usar a área de comentários.

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