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Como eu parei de fumar (já faz 10 anos)

em 2001, depois de infinitas tentativas frustradas, eu consegui parar de fumar.

como eu não consegui parar apenas abandonando o cigarro - a dependência era maior do que a minha vontade - fui atrás de entender o que estava por trás da dificuldade.

o primeiro passo para conseguir parar foi, para mim, admitir que não se tratava de eu ter pouca força de vontade, mas de estar com pouco entendimento.

eu relato o meu processo para parar de fumar sempre que encontro pessoas que estão atravessando a mesma situação que eu vivi.

daí pensei que seria uma boa deixar isso disponível em vídeo para chegar a outras pessoas.

fiz o vídeo. espero que te ajude e torço para voce conseguir.

não desista. é possível.

ps. de certo modo, este é um post #offtopic em relação à temática recorrente deste blog, mas ele é também um experimento em vlogging, o que o coloca 100% dentro.

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Uma introdução (à introdução) antropológica ao YouTube

Recomendo enfaticamente que você assista o vídeo acima. Sim, são 55 minutos e está em inglês, mas você não vai se arrepender de ter "desperdiçado" esse tempo.

O vídeo apresenta uma pesquisa feita por uma turma de estudantes para um curso de antropologia. E esse é o primeiro ponto a ser ressaltado. O produto gerado não foi feito pela BBC e nem por outra mega-organização de mídia. Ele é uma criação que pode ser classificada de "caseira", algo que pode ser feito usando um laptop.

O atrativo deste vídeo não é a tecnologia ou a infraestrutura usada para produzi-lo, mas insights, criatividade e colaboração. Outro elemento importante: a presença de um orientador para estimular a participação do grupo e depois juntar os pedaços para chegar ao resultado.

Como você vai ver ao assistir o vídeo, a apresentação do projeto inclui a história do projeto: de onde veio a motivação para dar início à pesquisa e quem são as pessoas envolvidas no projeto. A descoberta é mostrada como o percurso para se chegar a cada insight, e não só o resultado em si, a conclusão.

Mais um aspecto que se destaca: o fato do grupo de pesquisa se envolver com o assunto, sair da posição de observador e se engajar, vivenciar o assunto que está sendo estudado.

É uma pesquisa sobre como estamos usando o YouTube para nos comunicarmos e sobre como isso afeta e modifica a nossa cultura. E os pesquisadores do grupo, mais do que ver de fora, passaram a produzir vídeos caseiros para experimentar a sensação de operar o equipamento e se expor.

Dessa forma, eles passam a conversar com a comunidade, a interagir com ela. E o mais bacana, o resultado da pesquisa em si não é um documento em papel escrito em linguagem acadêmica. Aliás, pode até ser isso, mas não é só isso, é também o vídeo acima, que é devolvido à comunidade via o próprio YouTube, como uma forma de retribuição, para que ela se veja e aprenda com aquilo que ela mesma ajudou a fazer.

Acho que esse é o vídeo mais bacana / inteligente / relevante / bem acabado que eu vi este ano sobre a Internet. Confira.

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Ronaldo Lemos fala de xerox ilegal, registro de livros em CC e sobre a guinada de Lawrence Lessig

Mês passado, Ronaldo Lemos, advogado e presentante do Creative Commons no Brasil, distribuiu por email o vídeo de uma apresentação que ele fez a convite do Google nos Estados Unidos.
Não assisti até o fim - overload informativo, correrias -, mas me chamou a atenção o momento em que ele disse que as leis aqui não permitiam o "fair use" de conteúdo registrado, ou seja, aqui, a pessoa que compra um CD e ripa as músicas para escutar no tocador de MP3 é um criminoso. Isso tem consequências, por exemplo, para blogueiros e para as pessoas que usam a internet como veículo de comunicação em geral, na medida em que elas ficam expostas a serem acionadas judicialmente por violação de direitos autorais.

Encontrei rapidamente com o Ronaldo na semana do Campus Party e aproveitei para pedir que ele falasse um pouco sobre a ausência do "fair use" (parte 1 da entrevista) no Brasil e as maneiras para resolver esta situação. Não foi uma entrevista jornalística no sentido ruim do termo, eu não pretendia criar conteúdo, mas me esclarecer sobre o assunto partindo de experiências e vivências como a de lançar um livro. E por conta disso surgiram outras dúvidas e a conversa se desenvolveu, sempre tratando da questão do direito autoral.

Eu quis saber como ele se posicionava em relação às empresas fotocopiadoras (parte 2 da entrevista) que funcionam dentro das faculdades e universidades públicas. É um debate antigo e que está relacionado à maneira como a constituição regula o direito autoral. E o bacana das respostas do Ronaldo é que elas não soam fundamentalistas, "xiitas" em favor da abertura irrestrita do uso de conteúdo registrado. Ele está pensando no bem comum, e não em alimentar disputas com as indústrias que vivem do direito autoral - como gravadoras, estúdios de cinema e editoras.

Do xerox, a conversa evoluiu para as vantagens de se lançar livros pela internet com uma licença Creative Commons - parte 3 da entrevista. Desde o lançamento do Conectado, algumas pessoas me cobram em relação a isso, e eu respondo que estou de acordo - inclusive porque isso beneficiaria a distribuição do livro - contanto que a editora esteja de acordo. E mais uma vez, o Ronaldo traz uma perspectiva razoável e pragmática sobre as situações em que isso valeria a pena.

Finalmente, aproveitei para perguntar a ele sobre a decisão do Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, de mudar o foco de seu trabalho da questão do direito autoral e passar a estudar a corrupção - parte 4 da entrevista. E esse tema fechou bem nossa conversa porque mostrou que o Lessig se refere a uma definição jurídica de corrupção, que é diferente do sentido que usamos no dia a dia. Isso mostra que essa mudança aparente na verdade representa uma abertura do escopo da pesquisa para entender o motivo dos governos não estarem abraçando como deveriam - na medida em que isso beneficia a sociedade - alternativas mais flexíveis de licenciamento autoral, condizentes com o mundo interconectado.

PS. Apesar de ter sido relativamente simples editar os vídeos, ainda assim investi boas quatro horas fazendo isso. Tentei tirar as minhas participações fazendo perguntas, inclusive para reduzir o tamanho do arquivo final. Espero que o resultado tenha ficado compreensível mesmo para quem não entende do assunto.




Mercenários vs. Piratas na batalha pela distribuição de conteúdo na Web

Muitas empresas proibem ou impedem tecnicamente que seus funcionários acessem sites com YouTube, para combater a dispersão durante as horas de trabalho. Mas começam a aparecer empresas que pagam para quem quiser passar o dia assistindo videos pela internet. A pegadinha é o objetivo: encontrar conteúdo pirateado e pedir que ele seja retirado do ar.




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