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Sobre maçãs, cachorros e CEOs

Hoje de manhã passei na MacFix, uma revenda de produtos Apple. Desde a porta, tudo tem o encanto cool dessa marca. Meio galpão, meio nave espacial, esse é o ambiente da área de atendimento. Espaço livre, objetos geométricos, focos de luz e penumbra.

As três moças que recebem os pedidos atrás de Macs ultra modernos me lembraram personagens do Matrix ou Blade Runner, meio bonecas, meio robôs. Mas fora o cool previsível, esperado, uma coisa nessa loja é completamente surpreendente: um filhote magrelo e energético chamado Mel.

melPense diferente: para que deixar o seu cachorrinho de cinco meses no quintal uivando e atormentando os vizinhos? Traga-o para o trabalho para ele ficar solto, dentro da empresa, interagindo com os seus clientes!

O cachorro é de um dos diretores da revenda e segundo a atendente, ele faz o maior sucesso, principalmente nos dias em que o espaço fica lotado. Enquanto as pessoas esperam, ele distrai e quebra o gelo do ambiente.

Agora, só em uma empresa relacionada à marca Apple dá para se pensar num negócio desses. É totalmente "out of the box".

E falando na Apple, estive com dois CEOs nos últimos 15 dias. E sabe o que eles têm em comum? O MacBook Air. Também pelo tamanho, pela portabilidade. Mas o motivo principal é o impacto de se tirar uma máquina dessas na hora de uma apresentação. É o efeito surpresa. Quebra o gelo, as pessoas chegam pra ver e logo eles já têm um clima de mais informalidade para conduzir suas reuniões.

Isso tem tudo a ver com o que o Scoble escreveu sobre cartões de visita: eles são principalmente começadores de conversas. Aliás, a mesma função do IPhone, mas esse já virou carne de vaca, pricipalmente entre publicitários. Até o faxineiro das agências deve ter o seu. ;-)

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