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Impacto da internet na audiência do noticiário sobre política

Este artigo é sobre como o surgimento da internet transformou a audiência dos noticiários sobre política.

Segundo o analista, a abundância e a variedade de meios de comunicação segmentou a audiência e reduziu o número de pessoas que acompanha o debate político.

Ele fala dos Estados Unidos mas acho que essa tendência é global. As opções de entretenimento "puxam" 80% do público, que se torna mais alienado, ao mesmo tempo em que torna um grupo reduzido - que ele chama de news junkies - ainda mais envolvido com as notícias.

Por um lado, houve um aprofundamento no interesse e na participação de uma porção da audiência. Por outro, a maioria está desinteressada pelo assunto.

Leitor não é passivo e reconhece a parcialidade dos veículos

Recebi esse email hoje ou ontem e quase apaguei sem ler. Não é o primeiro que eu recebo com esse tipo de conteúdo, brincando com a impressão que o público tem dos veículos de comunicação nacionais.

Essa tipo de mensagem demonstra como o cidadão comum está atento e é crítico em relação aos interesses dos veículos. Como se percebe a maneira como uma notícia é sempre parcial. Isso sempre existiu, mas agora isso circula pela rede, possivelmente em grande escala.

Também vejo nesse email, como nos mitos, uma intenção maior do que entreter, que é compartilhar informação, espalhar experiências.

A brincadeira, no caso, é mostrar como cada veículo de comunicação contaria a história de Chapeuzinho Vermelho.

O lucrativo começa a se mostrar não-lucrativo

Sigo aproveitando os comentários deixados neste artigo sobre a dificuldade dos portais de fomentar a participação de sua audiência.

O arquiteto de informação Lex Blagus, daqui de Sampa, disse o seguinte:

Ainda estou em processo de formação de opinião sobre isso tudo, mas o pouco que concluí é que dar atenção aos veículos de notícias tradicionais, tanto em papel quanto online, é perda de tempo.

Além da citada manipulação de informações (pelo dossiê Veja e os apontados neste post) essas “grandes corporações” ainda não pegaram o espítrito da web. Porque a web é muito mais humana e muito menos business.

Não que eu ache business algo ruim — muito pelo contrário — mas business somente visando lucros é algo que pouco a pouco começa a se mostar paradoxalmente não-lucrativo.

Por que a imprensa não noticia o Dossiê do Nassif sobre a Veja?

Ontem fiquei sabendo, pelo post do blog Biscoito Fino, do dossiê do jornalista Luis Nassif sobre a revista Veja e do silêncio da grande mídia em relação ao assunto. Nassif investiga os motivos que levaram o maior semanário brasileiro a se transformar em "um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho". São palavras fortes vindas de um profissional credenciado, mas os veículos se fazem de desentendidos.

Uma busca simples pelo Google mostra que fora a Carta Capital e o Observatório da Imprensa, apenas blogueiros e canais alternativos via internet mantém o assunto vivo. Por que os jornalistas dos grandes veículos estão privando a sociedade brasileira de participar desse debate? Onde está o compromisso do comunicador de apurar, destrinchar e informar seu público?

Em 2005, a Veja publicou que "o mérito da Wikipedia ... é o mesmo da internet em geral: é uma fonte democrática de conhecimento que permite atualização rápida. O difícil é saber em que informação confiar." Ironicamente, a Wikipedia já menciona o Dossiê, "furando" todos aqueles que defendem a importância do notório saber para a produção de jornalismo de qualidade.

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