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Parece que tem emprego sobrando no mercado

Essa semana, o dono de uma agência de comunicação online me disse que tem dez vagas e não consegue preencher pelo aquecimento do mercado. Vale tudo para blindar a sua equipe e também para atrair novos talenos.

Ele contou duas situações curiosas e que ilustram o drama de quem está no corpo a corpo para conquistar clientes e entregar campanhas e serviços vendidos.

Semana passada, ele recebeu um telefonema de um concorrente ameaçando-o com processo por ele ter feito uma proposta para tirar um dos funcionários deste concorrente. Não deu em nada porque a proposta foi coberta, mas qual seria a base para essa ação?

A outra situação é também engraçada. Para evitar perder funcionários, a telefonista dessa agência está instruída para fazer um questionário para pessoas que ligam querendo falar com os funcionários. O motivo é evitar a ação de headhunters.

Os profissionais em alta são aqueles diretamente envolvidos no desenvolvimento de sites, particularmente os programadores, e também pessoas que ocupem outras funções e tenham experiência em Web.

Não basta ter blogueiro, tem que querer conversar

A última edição da revista Bites abre citando o anúncio que fiz ontem pelo blog e pelo Twitter de que a Knowtec está buscando se aproximar de blogueiros.

O texto da Bites é preciso ao registrar este momento de aquecimento do mercado online. Mas a falta de bons profissionais explica apenas uma parte dessa situação.

Alô, blogosfera!

Deixa eu fazer um esclarecimento: este não é um anúncio de emprego. Ou não é apenas isso. A Knowtec está abrindo um escritório aqui em São Paulo com foco em mídias sociais. E para isso estamos montando uma equipe. (Aqui o link pra convocação.)

Mas não existe apenas uma vaga aberta e o perfil do candidato não está definido. O importante é a pessoa se sentir em casa navegado na Rede, garimpando informação, conversando com pessoas em blogs, listas de discussão, Twitter, comunidades.

Queremos, na verdade, conhecer blogueiros do dia a dia, gente que não considera o blogar uma atividade profissional. Não importa o assunto e nem o número de pessoas que acessam o blog.

Muitas coisas podem sair disso, desde frilas a contratação, a parcerias, a convites para eventos, a trocas da idéias, a consultas. E para encontrar as possibilidades de colaboração, a gente precisa se conhecer.

O importante é que estar perto de pessoas que tenham entendido que a comunicação já não é uma pessoa segurando um megafone, mas uma grande mesa de conversa onde as pessoas se encontram por afinidade e compartilham informações de interesse comum.

ps. Se você ficou em dúvida se este post é pra você, provavelmente ele é.

A universidade começa a se abrir aos novos profissionais da comunicação digital

Na terça aconteceu uma coisa tão extraordinária que eu quase não me dei conta dela. O representante do departamento de comunicação de uma universidade reconhecida me chamou para propor uma aproximação. Ele está abrindo as portas de sua instituição para estimular o convívio de seus professores e alunos com profissionais sem título acadêmico mas que, a partir da prática, do estudo auto-didata e do convívio com seus pares estão reinventando o jeito de fazer comunicação.

Pensando na importância desse gesto, me lembrei da visita que eu fiz ano passado a outra universidade importante daqui de São Paulo, convidado para dar uma palestra. Na sala de recepção aos convidados do evento, dois professores da casa me contaram de sua frustração por estar formando comunicadores para trabalhar no contexto tecnológico dos anos 60, quando quem mandava no jogo eram TV, mídia impressa e rádio.

Hoje o estudante que quer entrar pelos meios convencionais para uma carreira ligada à comunicação precisa fazer dois esforços: um para receber o título acadêmico e outro para aprender a trabalhar. Um para ter o aval institucional que certifica que ele está treinado para desempenhar uma profissão e outro para adquirir o know-how e conseguir o emprego.

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