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A universidade começa a se abrir aos novos profissionais da comunicação digital

Na terça aconteceu uma coisa tão extraordinária que eu quase não me dei conta dela. O representante do departamento de comunicação de uma universidade reconhecida me chamou para propor uma aproximação. Ele está abrindo as portas de sua instituição para estimular o convívio de seus professores e alunos com profissionais sem título acadêmico mas que, a partir da prática, do estudo auto-didata e do convívio com seus pares estão reinventando o jeito de fazer comunicação.

Pensando na importância desse gesto, me lembrei da visita que eu fiz ano passado a outra universidade importante daqui de São Paulo, convidado para dar uma palestra. Na sala de recepção aos convidados do evento, dois professores da casa me contaram de sua frustração por estar formando comunicadores para trabalhar no contexto tecnológico dos anos 60, quando quem mandava no jogo eram TV, mídia impressa e rádio.

Hoje o estudante que quer entrar pelos meios convencionais para uma carreira ligada à comunicação precisa fazer dois esforços: um para receber o título acadêmico e outro para aprender a trabalhar. Um para ter o aval institucional que certifica que ele está treinado para desempenhar uma profissão e outro para adquirir o know-how e conseguir o emprego.

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