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crítica

Origem da polêmica sobre blogs de aluguel

Há pouco tempo escutei pela primeira vez o termo "publieditorial". É o nome dado ao post pago em blogs. O anunciante não quer aparecer pelos caminhos tradicionais como banners e paga para o blogueiro inserir uma mensagem promocional como parte do conteúdo editorial do blog.

Fiquei sabendo na semana passada de uma ação da Coca-Cola. A empresa mandou para nove blogueiros uma bebida nova junto com uma mini-geladeira. Na sexta, o Bluebus noticiou a campanha classificando os blogs envolvidos como blogs de aluguel.

Acompanhei a polêmica de perto porque estava no dia com o Ziggy, do Sim, Viral, meu colega na Knowtec e um dos blogueiros escolhidos para a ação. Ele estava indignado por considerar que a nota do Bluebus assustava o mercado sem motivo colocando em dúvida a reputação dos blogueiros.

O Bluebus publicou na sequência que não considerava "blog de aluguel" um termo pejorativo, mas a reação dos leitores indicava o contrário, de que a nota ecoou entre pessoas que consideravam que blogueiros estão vendendo a alma. (Todos os posts do BB sobre o assunto aqui.)

Blogs de aluguel: profissionais online defendem ação da Coca com blogueiros

Resolvi sondar alguns profissionais do mercado de comunicação online para ver a percepção deles sobre conteúdo publieditorial e particularmente sobre a ação da Coca-Cola. Muitas delas responderam acrescentando perspectivas originais a uma discussão geralmente viciada e previsível.

Nem toda empresa está preparada para blogar; entrevista com Thiane Loureiro

Em 2007 aconteceu o primeiro BlogCamp e um dos assuntos das conversas de corredor era a febre de interesse sobre como se ganhar dinheiro blogando. Como medir resultados, atrair tráfego, usar o Page Rank, fazer marketing viral - isso monopolizou a atenção da maioria dos participantes. Na mesma época em que o sentimento de hostilidade e desconfiança entre blogueiros e jornalistas se tornou público, alguns blogueiros contraditoriamente acusavam os jornalistas de serem profissionais vendidos ao mesmo tempo em que se esforçavam para vender seus serviços.

Tive vontade de entrevistar a Thiane ao descobrir que compartilhávamos a impressão de que o blog estava sendo promovido a partir de motivações emocionais e eventualmente confusas, mais do que pensando nas vantagens e também nas dificuldades que aparecem pela adoção dessa ferramenta no ambiente corporativo.

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