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tiago dória | Não Zero

tiago dória

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Tiago Dória compartilha suas experiências como jornalista e blogueiro

Blogueiros e jornalistas vêm se estranhando aqui e pelo mundo. O assunto me interessa. De que maneira ser jornalista facilita ou dificulta que a pessoa se aproprie das novas oportunidades de comunicação em rede? Tiago Dória, jornalista e blogueiro, tem experiência para compartilhar nesse campo.

Blocos temáticos

Junto com o jornalismo, o Tiago fez dois anos do curso de Sistemas de Informação na Fatec. Qual é a relação entre essas duas profissões e em que medida o jornalista pode ampliar sua área de atuação ao se posicionar como um especialista em informação? Esses são os assuntos da primeira parte da entrevista.

Qual a primeira vez que o Tiago ouviu falr em blog e quanto tempo depois ele começou a blogar? Em que medida seu blog evoluiu e o que permance do início da experiência como blogueiro? Em que medida manter um blog é diferente de escrever para um jornal? Tratamos disso na segunda parte da conversa.

Como ele se relaciona com as pessoas que acompanham o blog, quais as fontes de informação, como ele lida com o overload informativo - ou seja, como ele regula e processa a quantidade de informação que chega? Na terceira parte falamos da rotina e da prática de blogar.

E fechamos a entrevista fazendo um balanço sobre a evolução do blog dele. Como a informação estatística não é medida de sucesso para ele, sobre a "mania" recente de se ganhar dinheiro blogando, e sobre os blogueiros que ele admira no Brasil.




Entrevista Tiago Dória - parte 4

Blocos temáticos: apresentação, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

A que voce atribui do seu blog ter se tornado uma referência no Brasil?

Acredito que tenha sido graças a minha dedição de atualizá-lo todos os dias com informações revelantes. O fato de gostar muito do que faço também pesa bastante. E, de certa forma, a gente transmite isso para o leitor e o trabalho final fica bem feito e atraente.

Como você mede o sucesso do seu blog? Você acompanha resultados estatísticos?

O meu blog tem uma audiência maior que algumas seções de tecnologia de alguns sites de notícias. A priori não me preocupo tanto com os números. Acredito que essa questão do blog ser uma ponte para conhecer pessoas interessantes, receber outros convites portais, ter comentários que acrescentam informações ao post, ser citado em veículos de mídia importantes e outros blogs é mais revelante. Eu mensuro por aí o sucesso do blog.

Como aconteceu o processo de crescimento que o seu blog teve nos últimos anos?

O blog sempre está em um crescimento saudável. Começou em 2003, quase como um agregador dos links que achava interessantes na web. Rapidamente começou a ser citado nos principais jornais do país, como Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo.

Em 2005, enquanto os blogs ainda estavam se profissionalizando no Brasil, recebi um convite para fazer parte do portal iG. Passei a receber para editar o conteúdo do blog. Nos anos seguintes, o blog recebeu diversos convites para ir a outros lugares, mas continuou no iG.

Atualmente, o blog é citado em importantes veículos de comunicação, inclusive fora do país.

No ano passado, o blog ganhou projeção internacional ao ser convidado para ser "bridge-blog" oficial da da Pop!Tech, uma das principais conferências sobre ciência e tecnologia do mundo. Fora isso, os convites que recebo para dar palestras devido ao conteúdo do blog.

Você é uma referencia entre blogueiros porque conseguiu se tornar um profissional que vive de blogar e disfruta das vantagens de estabelecer as suas pautas e trabalhar de casa. Mas você tem criticado a "mania" atual de se querer ganhar dinheiro blogando. Queria que você explicasse a sua perspectiva.

Acho ruim uma pessoa começar qualquer coisa apenas pelo dinheiro. No início de carreira você deve pensar mais em aprender e fazer o que gosta.

Antes e acima de tudo, acho que você deve fazer algo para se divertir. Fazer os dois andarem juntos é melhor ainda - ganhar dinheiro e fazer o que gosta.

Até por que, profissionalmente, pensar dessa forma é uma postura saudável, pois se o seu trabalho é uma diversão, uma coisa prazeirosa, em que você se sente bem, fica mais fácil passar por diversas adversidades da vida profissional.

Se o seu trabalho é cansativo e você não vê a hora de terminar, é sinal de que escolheu a profissão errada ou está no emprego ou na área errada.

Eu mesmo blogo e não sinto que estou trabalhando, no sentido de ser uma coisa chata e que você não vê a hora de acabar. Em resumo - não que a pessoa não deva pensar em ganhar dinheiro, pelo contrário, mas o pontapé inicial deve ser procurar fazer o que mais gosta e se profissionalizar com isso.

Para terminar, uma pergunta para você responder de maneira pessoal e subjetiva: quem são os principais blogeiros em atividade no Brasil hoje?

Acredito que existem três blogueiros que estão se destacando em seus nichos.

Um é o Gustavo Mini, que traz algumas análises muito boas sobre comunicação em seu blog Conector. O Fabio Bracht, que vem mandando muito bem em seu blog de games, o Continue. E, claro, o Wagner Fontoura, do blog Boombust, que vem promovendo atividades bem interessantes entre blogs no Brasil, como o "esquenta para o BlogCamp 2007", que reuniu online diversos blogueiros para discutir assuntos importantes, como credibilidade e publicidade em blogs.




Entrevista Tiago Dória - parte 3

Blocos temáticos: apresentação, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

Você conhece o público do seu blog? Qual é o perfil dele?

Como o meu blog está em um portal, o público deste acaba sendo o meu também - 65% do sexo masculino, faixa etária entre 17 e 34 anos. Em sua maioria, estudantes e profissionais da área de TI e mídia - jornalistas e publicitários.

Como você se relaciona com essas pessoas e de que forma elas contribuem para o seu trabalho?

Os leitores participam sempre, comentando e enviando sugestões de assuntos por email. Alguns com mais assiduidade, quase todo dia, outros somente de vez em quando.

Com o tempo, alguns leitores acabaram se tornando amigos e outros acabei trabalhando junto em projetos paralelos.

Quais são as suas principais fontes de informação?

A minha navegação é muito incerta. Busco não visitar sempre os mesmos sites. Mas uso muito o Technorati para buscar assuntos. E sempre faço uma ronda diária em 5 jornais básicos - Financial Times, ElPais, The Guardian, NYT, WSJ - e na página da Reuters em inglês. Na parte de blogs, estou sempre de olho no LostRemote e no agregador IWantMedia.

Como voce lida com o overload informativo? Você acha que a informação pode criar dependência?

Passo, mais ou menos, 8 horas conectado. Nos finais de semana, fico menos tempo online e acesso a web pelo celular.

Acredito que RSS e afins se mostram falhos para lidar com o overload informativo. Para você administrar o excesso de informação, a melhor coisa é dominar certos conceitos.

Acho que essa dependência de informação surge da falta de visão histórica sobre algumas notícias e muito da insegurança de estar mal informado.

Mas a partir do momento que você busca dominar conceitos a respeito de uma área, esse "overload informativo" não tem mais necessidade. Você começa a ver que muitas notícias são mais do mesmo. São uma "repetição" de fatos antigos. Não existe a necessidade de você acompanhá-las tão de perto. Basta pegar a idéia geral do que está acontecendo.

Por exemplo, em relação a tantas notícias sobre a suposta compra da Yahoo! pela Microsoft, você vai ver que muita coisa ali era mais do mesmo.




Entrevista Tiago Dória - parte 2

Blocos temáticos: apresentação, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

Qual foi a primeira vez que você se lembra de ter ouvido a palavra blog? Quanto tempo demorou para você passar de leitor para blogueiro?

Ouvi a palavra ainda enquanto cursava a faculdade. Não lembro se em algum artigo na rede. Comecei a ler blogs em 2001, mais ou menos. Eram blogs sobre tecnologia e cultura pop em sua maioria. Dave Winer, Lost Remote e o Nemo Nox

Virei blogueiro em 2003. Montei o blog para desafogar a caixa de emails dos meus amigos, pois sempre mandava várias mensagens ao dia com coisas legais que havia encontrado na web. Para mim, o blog surgiu como uma ferramenta para registrar minha navegação na web. De certa forma, até hoje ele continua nessa dinâmica.

Por que voce escolheu fazer um blog com o seu nome e não criar um nome próprio para ele?

Eu criei o blog em 2003 e na época era comum existirem blogs com o nome próprio do fundador. Além disso, no início a idéia do blog era ser um apanhado das coisas interessantes que encontrava na web, portanto não fazia muito sentido ter um nome próprio. Se fosse começar do zero, talvez eu o batizasse com um outro nome, mas hoje em dia isso não faz sentido.

Em termos de temática e abordagem, o que mudou e o que continua o mesmo no seu blog desde que ele foi lançado?

No começo o blog era um apanhado de links interessantes que encontrava em minha navegação diária na rede. Era quase um del.icio.us. Com o tempo, comecei a rechear esses posts com opinião e mais informações.

Desde 2003, a temática do blog continua a mesma - cultura web e mídia. A partir de 2006, comecei até a fazer entrevistas via blog.

Hoje percebo que ele tem uma dinâmica mais próxima de uma coluna diária. O que acho bem interessante. Como não existe um controle editorial, o blog acaba adquirindo vários 'moldes' ao longo do tempo. É algo orgânico, não estanque.

Acredito que essa mudança ocorreu por que alguns leitores começaram a pedir que eu opinasse sobre alguns assuntos, além disso, passei a receber para editar o blog, o que garantiu que eu tivesse mais tempo para atualizá-lo.

Conte algumas descobertas bem pessoais em relação ao ofício do blogueiro, especialmente em relação ao ofício do comunicador de massas tradicional.

Acredito que a principal coisa que aprendi com o blog é que agregar é tão importante quanto criar conteúdo original. É relevante você não somente produzir conteúdo, mas ser uma espécie de hub de coisas interessantes que estão acontecendo por aí. Uma espécie de DJ de conteúdo. Isso de feedback, interatividade, participação dos usuários não me impactou tanto, pois quando trabalhei com outras mídias já havia convivido com estes aspectos, mesmo que em menor escala.

Mas a característica mais interessante do blog é a sua capacidade de ser uma ótima ferramenta de networking, de aproximar pessoas que tenham, mais ou menos, as mesmas afinidades. Por meio do blog, conheci muitas pessoas interessantes.

Qual é a diferença entre o material que voce faz e publica no blog e o que um jornalista de tecnologia publica em um veículo tradicional?

Acredito que o principal diferencial seja a participação do leitor, que é mais direta. O blog é constantemente pautado pelo que as sugestões que as pessoas enviam por email. Outro aspecto, mais aí é mais da web em si do que do blog, é o uso dos hyperlinks e a questão de trabalhar com a atemporalidade da informação, da notícia que nunca fica velha.

Por exemplo - às vezes, se um post antigo começa a ter acessos no arquivo, eu retomo o assunto tratado nele, mesmo que seja uma "notícia antiga" para um veículo tradicional.

Apesar disso, acredito que atualmente o diferencial entre os blogs e os veículos tradicionais não seja tanto o conteúdo, mas a formatação do mesmo.




Entrevista com Tiago Dória - parte 1

Blocos temáticos: apresentação, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

Como começou o seu envolvimento com a tecnologia?

Durante a infância e adolescência, eu tive mais aquela cultura do vídeo-game. Tive Atari, Master System, Mega Drive e por aí vai. Então foi um passo para começar a gostar de computadores desktop.

Conte um pouco da sua trajetória profissional. Por que você escolheu estudar jornalismo?

Sempre gostei de estar em contato com pessoas de diversas àreas e nunca me vi trabalhando em um emprego com horas fixas. Sempre gostei de ler - até mais do que escrever. Na verdade, fiquei na dúvida entre Sistemas de Informação na Fatec e Jornalismo. Por já ter alguns conhecidos na área, deixei a Fatec de lado e optei pelo Jornalismo. Isso foi em 1998.

O que você aproveitou do curso de jornalismo?

Fiz jornalismo na Católica de Santos. Não me decepcionei tanto com a faculdade porque eu tinha uma noção do que encontraria pela frente... A realidade do mercado de trabalho no Brasil ainda exige a formação em jornalismo. É bem diferente dos EUA ou da Coréia do Sul. O curso abriu portas para eu trabalhar na área e fiz isso desde o primeiro ano, deixando com que a faculdade funcionasse mais como um complemento.

No final das contas, depois de formado em Comunicação Social, acabei fazendo a Fatec, mas tive que trancar o curso no ano passado.

Fale um pouco mais sobre o curso na Fatec?

O curso na FATEC é de Sistemas de Informação, mas na época foi batizado de Gestão de Negócios em Informática. Basicamente ele mistura administração com programação de dados. É formado por muitas matérias interessantes que ajudaram na minha formação - História da tecnologia, Administração de banco de dados, Análise e Projetos de Sistemas e Comunicação empresarial [na visão do empresário e não do jornalista].

Qual a relação entre esse curso e o jornalismo?

Ambos trabalham com administração de informações. A forma de um jornalista e um administrator de banco de dados pensar é muito parecida. Ambos trabalham com hierarquização, classificação e otimização de informações.

Acredito até que a tendência é o jornalista se ver cada vez mais como um especialista em informação. Ele não faz jornal, programa de rádio, nem edita e atualiza site. Ele trabalha com informação e dados. Não importa o formato - blog, jornal, televisão ou podcast.

Ou seja, a pessoa tem que se colocar como um profissional capacitado para trabalhar com informação, desde um conteúdo noticioso até a administração do banco de dados de uma empresa.

Qual dos dois te ajudou mais profissionalmente?

Apesar dos dois cursos tratarem, em essência, sobre "adminstração de informação", a impressão que fiquei é que aprendi mais em 2 anos de Fatec do que em 4 anos de Jornalismo. Além da parte de administração de projetos [que gosto bastante], no caso, questões, como gerenciamento e hierarquização de informações e dados, são tratadas com mais profundidade na Fatec.

Além de gerir fluxos de dados, o comunicador também está filtrando e selecionando esse conteúdo. Você não acha que para fazer isso de maneira criteriosa ele precisa conhecer sociologia, economia, história?

Na Fatec, o 1º ano conta com aulas de Economia, Filosofia e Psicologia. Acabei pulando algumas, pois já tinha feito na época da de jornalismo.




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