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Wikipedia para os wikipedianos, mas quanto custa manter um wikipediando?

Eu não tinha a intenção de dar continuidade a essa discussão sobre a Wikipedia (aqui e aqui), mas, a partir do momento que a discussão pega, é quase injusto pensar em interromper o processo de aprendizado. A seguir, estou reproduzindo duas mensagens particularmente instrutivas.

Minha principal crítica em relação ao procedimento dos editores e administradores da Wikipedia é que eles não deveriam avaliar a relevância de artigo contanto que ele esteja correto. O Fabrício inteligentemente anula o meu argumento dizendo que essa decisão só deve ser tomada por quem participa da comunidade.

O outro comentário (é o número 12) é do representante de uma agência que oferece, entre seus serviços, o de criar e editar verbetes na Wikipedia, e ele mostra quais os procedimentos devem ser tomados para que um verbete não seja apagado.

Isso é curioso porque mostra que existem forças de mercado influenciando o conteúdo da Wikipedia, gaming the system. Ou seja, em último caso, se você tiver dinheiro, pode "comprar" sua presença na Wikipedia, seja agindo segundo as regras de publicação, seja estabelecendo e cultivando um relacionamento com editores e administradores, seja se tornando editor ou administrador.

Se a exposição vale a pena (e vale), compensa ter uma equipe de parcial ou integralmente dedicada a se estabelecer dentro da Wikipedia para atender aos interesses de seus clientes.

Comentários

Falar em comunidade virtual dá a entender (erradamente) que o altruísmo motiva a colaboração

Recentemente montei uma apresentação sobre comunidades virtuais. Não fui eu quem determinou o tema, mas isso abriu a oportunidade para eu colocar essa palavra - que foi a única adotada por muitos anos no Brasil para se referir às situações de comunicação grupal online - em perspectiva.

Quando a comunidade se torna protagonista

Na sexta-feira, a bel colucci, uma das produtoras do Radar na TV, me telefonou no CParty pra falar que tinha uma dupla de repórteres espanhois querendo falar comigo e com o andré sobre o RadarCultura, projeto que nós implementamos para a Fundação Padre Anchieta. Mas quando descemos e nos apresentamos, a entrevista estava feita, e é esta que segue abaixo. Detalhe: foi a comunidade do Radar quem abordou a jornalista para falar sobre a FPA e
o Radar. A jornalista nao precisava mais da gente, tinha falado diretamente com quem havia espontaneamente ocupado o espaço, vestido a camisa e mostrava sua relevância.

Segue os links para o texto que aparece no blog espanhol da CParty e também o link publicado no Radar - ou seja, ainda por cima, eles foram conferir o que tinha saído.

PS. Para quem não sabe, o Radar distribuiu 64 ingressos para os participantes mais ativos do site, que usaram o site como ponto de encontro ao longo do evento.

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