cultura

Campus Party: trocar arquivos é como trocar figurinhas

Engraçado: às vezes a gente só percebe que tem um assunto interessante para contar quando conversa distraidamente com outra pessoa.

No caminho para cá hoje, jogando conversa fora com o Dória, contei a ele do meu jantar ontem com dois campuseros no refeitório do prédio. Eles estavam empolgadíssimos com a banda de acesso à internet - 5 giga. Acho que um deles falou que tinha conseguido mais de um mega por segundo de velocidade de download. (Não sei exatamente quanto, mas era uma cifra estupida para o que estamos acostumados.)

Contei para eles do primeiro capítulo do livro The Big Switch, em que o autor compara o desenvolvimento da eletricidade ao do acesso à internet, especulando que logo a oferta de acesso será parecida com a distribuição de eletricidade. Internet saindo da tomada, quanto você quiser e puder consumir... Isso me deixou pensando nesse horizonte menos óbvio em relação a como deveremos em poucos anos viver trocando milhares de terabites por segundo.

Que tanta informação será essa? O que faremos com ela?

Mas voltando à conversa de ontem com os campuseros, eles relataram ter visto a farra do download. (Eu já tinha ouvido falar que a possibilidade de baixar coisas da internet era um dos principais atrativos, junto com a oportunidade de jogar, de eventos como o CP.) Viram um pessoal com dezenas de DVDs virgens, gravando quilos de todo tipo de informação.

Contei isso pro Dória e ele fez uma comparação interessante. Eu me perguntava sobre a função desse conteúdo todo. O que fazer com tanto filme, tanta música, tantos livros e capítulos de seriados, tantos programas? E ele respondeu: eles trocam, esses arquivos são como as figurinhas que a gente colecionava e trocava as repetidas para completar o album.

A diferença é que este é um álbum interminável.

Fim do silêncio

Algumas pessoas sabem por alto, mas a maioria ainda não está sabendo. Como queríamos fazer uma surpresa, seguramos a informação até agora.

A novidade é que fomos - eu e o André Avorio do Blaz - convidados para ajudar a transformar a Rádio Cultura AM em um veículo de comunicação 100% colaborativo. Isso quer dizer que o usuário será co-produtor que todo o conteúdo transmitido, tanto a seleção musical como escolha das pautas de programas e matérias jornalísticas.

O site só vai entrar no ar na segunda, 17, dia do lançamento, mas o release já saiu para a imprensa e estou repassando abaixo.

Estamos muito contentes pela oportunidade e vamos agradecer de coração o feedback para aperfeiçoar o projeto (assim que ele estiver no ar).

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