experimento

Sobre registros em vídeo por celular

Talvez o principal motivo de eu ter me envolvido com smart phones seja a pela possibilidade de gravar e pôr no ar entrevistas.

Para quem não sabe, nos meus tempos de aluno do departamento de história, me especializei em história oral. Eu adoro entrevistar.

Quando me armei do N73, em janeiro deste ano, tinha a perspectiva de colocar no ar um videozinho por dia. Mas de cara, editando esta pequena entrevista com o André sobre o BarCamp na Campus Party, percebi que a coisa não seria tão simples.

Editar consome tempo, principalmente no meu caso, que gosto de acertar detalhes. Resultado: poucos vídeos foram ao ar desde então.

Inclusive porque eu não tenho essa preocupação de ficar registrando tudo. Faço quando eu me lembro e quando tem clima.

Enfim, estou falando tudo isso porque esses dias, passeando pelo bairro de Pinheiros, fazendo os meus safaris urbanos para tirar fotos, encontrei na Praça Benedito Calixto um vendedor de fotos antigas que tinha na ponta da língua sua história.

O que me chamou a atenção foi o fato de alguém comercializar imagens privadas, não públicas, cenas de reuniões de família, e imagens caseiras em geral.

Pedi autorização para registrar em vídeo e, garantindo a ele que eu não faria dinheiro com isto, ele deu o OK e esqueceu da câmera.

Quase não precisei fazer edição.

Escolhi o Videolog porque a ferramenta é muito caprichada, aceita arquivos maiores e oferece conteúdo para o usuário brasileiro.

O resultado está abaixo.

Letrista do Greatful Dead pode ter disseminado o Orkut no BR

Muita gente se pergunta por que o Orkut fez tanto sucesso no Brasil. Até o NYTimes investigou o assunto sem chegar a uma conclusão. Existem muitos motivos para essa rede de relacionamentos ter explodido aqui, mas existe uma grande possibilidade de que a sementinha tenha vindo de John Barlow, ativista digital e letrista da banda Greatful Dead. (Neste vídeo ele revela sua história.)

Barlow foi um das primeiras cem pessoas a receber cem convites para o Orkut e, a título de experimento e por acreditar na força das redes no Brasil, resolveu enviar todos os cem para conhecidos dele aqui.

Será que o Twitter serve para se fazer entrevista?

A proposta do Não Zero nunca foi se tornar uma plataforma para difundir ou analisar notícias sobre mídia social e sim abrir conversas sobre experiências vividas nesse campo. Ele é o palco de uma entrevista contínua entre as pessoas que se interessam pelo assunto e acompanham o blog. (Talvez seja mais preciso chamar essa conversa de "desentrevista".

Me interessa observar, experimentar e refletir sobre as mudanças que a internet desencadeou na rotina do profissional da comunicação. Este blog é ao mesmo tempo o lugar onde registro impressões sobre esse assunto e também onde uma parte dessas experiências acontecem.

Essa vivência participando e mediando conversas me levou a pensar na maneira como a prática da entrevista vem se transformando por conta da Web e comecei a considerar alternativas para explorar positivamente a rede para entrevistas. Acabo de desovar a primeira usando essa 'metodologia' e estou com mais duas bem encaminhadas. E em breve vou condizir mais um experimento: entrevista via Twitter ou variações sobre a idéia já divulgada de Twitterviews.

Talvez esteja mais para pesquisa de opinião do que entrevista. A idéia é anunciar a entrevista enviando uma questão direta - apenas uma questão, para não tomar tempo demais das pessoas e também para evitar confusão. E pretendo observar não apenas a resposta da comunidade, mas as ressonâncias que a pergunta provocará nas redes do Twitter.

Enfim, será uma experiência e estou curioso para ver o que sai ou não saí dessa proposta. E estou interessado em conhecer propostas parecidas que já venham acontecendo. É só me avisar pela área de comentários deste post - toda ajuda será creditada.

Um dos motivos porque eu quero um celular novo

Estou querendo comprar um telefone celular novo, que tenha uma câmera fotográfica legalzinha (2 MP mínimo) e também faça vídeos de qualidade razoável. Faz tempo que venho vislumbrando a possibilidade de usar esse equipamento para produzir mini-vídeos caseiros registrando declarações espontâneas, opiniões e acontecimentos que vou presenciando no dia-a-dia. Nada necessariamente fantástico ou espetacular, apenas coisas que eu considere relevantes.

Hoje encontrei este vídeo, que vai bem ao encontro do que eu imaginava como resultado desse experimento. Não me refiro ao conteúdo especificamente, ao posicionamento político da pessoa retratada, mas ao tamanho e ao formato do material. E fico imaginando o YouTube como também repositório desses arquivos de centenas de milhares de pontos de vista, narrativas de experiências e histórias contadas, recolhidas caoticamente em todos os lugares e disponíveis para quem quiser re-usar.

Acho que é questão de hábito. Seria muito bacana um curso de laboratório de produção desse tipo de material. Cada semana os participantes levam uma coisa nova pra mostrar.

Que tal?

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