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Conheça o que fazem e pensam alguns dos novos profissionais de comunicação do Brasil. Banco de opiniões sobre mídias sociais e assuntos correlatos. Olho mágico
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Steven Johnson é gente fina; bastidores da visita
Submitted by juliano on 13 February, 2008 - 12:23.
Ainda me lembro de onde e quando eu comprei o Emergence, livro que projetou a carreira de escritor de Steven Johnson. Eu estava de mala e cuia me mudando de Porto Rico de volta para o Brasil e parei uma semana em Nova York para rever amigos e me despedir da cidade. Planejava me posicionar como profissional das mídias colaborativas, que fora meu principal foco de atividade profissional nos quase seis anos de trabalho na América. De passagem pela Barnes & Nobles que eu frequentava, saí com uns dez volumes, e Emergence era um deles. Não li imediatamente, mas o subtítulo - as vidas conectadas de formigas, cérebros, cidades e softwares - indicava que eu poderia encontrar ali alguma coisa sobre a carreira que eu estava construindo para mim. Aprendi as manhas da comunicação online em rede mas sentia falta de entender em outro nível como a internet funcionava e por quê aquilo atraía tanto a minha atenção. Emergência foi o primeiro livro que eu li sobre o fenômeno da comunicação descentralizada. Foi com ele que eu comecei a perceber o que me fascinou nas salas de bate-papo do Uol, em meados dos anos 90, quando tive pela primeira vez uma conta de acesso discado à internet. Pessoas espalhadas pelo mundo, estranhas entre si, ali se encontravam e se conheciam e conversavam. Apesar da ausência de comando central, havia ordem e, mais ainda, aquilo era divertido! Estou contando tudo isso para você entender o que representou para mim ir a Cumbica hoje pela manhã recepcionar o autor deste livro, Steven Johnson... Demorou. O vôo que aterrizaria às 6:40 tocou o chão quase duas horas depois. E ele ainda tomou um chá de espera na Polícia Federal. E pior: quase não conseguiu embarcar por conta de uma nevasca em Nova York. Abandonou o taxi e se arriscou a ir de metrô. Chegou apenas cinco minutos antes de fecharem a porta do avião. Fomos de taxi de Guarulhos até o hotel onde ele vai ficar duas noites, na região dos Jardins, e fiquei muito contente ao constatar que o cara é gente fina. Apesar da correria, do pouco sono, conversou, riu, perguntou da cidade e já quis saber da entrevista para o Roda Viva, gravada esta tarde, e de como será sua participação no Campus Party. Aqui vai, de aperitivo, algumas curiosidades que ele contou nessa conversa. Não só esta é a primeira vez que ele vem ao Brasil, como é sua primeira passagem pelo Hemisfério Sul do planeta. Nos dias antes de embarcar, brincou com a babá de seus filhos, que é brasileira, dizendo que estava vindo para São paulo, ao que ela respondeu: - Então você vai se sentir em casa porque é igualzinho Nova York! Outra: o Brasil é o único país do mundo que publicou seu primeiro livro, Cultura da Interface - fora os Estados Unidos. Nem as editoras da Inglaterra se interessaram por lançar esse que ele considera ser seu livro mais obscuro. "Parece que eu sou famoso no Brasil", ele diz aos amigos, intrigado. E ainda: apesar de adorar seu estilo de vida - vive de escrever livros -, "caiu na besteira", segundo suas palavras, de falar sobre uma idéia de site de internet a algumas pessoas, que imediatamente se prontificaram a investir no projeto. Portanto, nos últimos dois anos, ele parou temporariamente de escrever e é CEO de uma startup chamada Outside.in. A proposta do site é relacionar blogs com o espaço geográfico para gerar automaticamente material sobre um determinado lugar compilando as conversas dos blogueiros. Mas ele não vê a hora de contratar um substituto para voltar à sua rotina de escritor. Chegando no hotel, enquanto fazia o check in, tirou uma foto do lobby e ficou um tempo mexendo em seu IPhone. Perguntei se ele estava 'twittando' a imagem. Ele disse, sorrindo: - Ainda não. Vou mandar pra minha mulher. Primeiro, assuntos pessoais. Depois a rede... Aproveitei para registrar o momento: |
Quem escreveLeitores recomendam: À venda aqui: Livraria Cultura, Saraiva e Fnac. Casos apresentados no livro. SearchEu acompanhoem inglês em português Recent comments
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Olá Juliano, Estou
Olá Juliano,
Estou encantada com sua crônica sobre Steven Johnson, a foto (ficou ótima), e principalmente com a “conexão” de dois autores Juliano + Steven que poderão nos brindar com mais palavras de sabedoria sobre a internet. Parabéns!
Abraços,
Madalena
O Steven Johnson é gente
O Steven Johnson é gente fina mesmo.
Caminhado pelo Campus Party, era parado e interrompido, mas atendia aos fãns sem distinção.
Deu exaustivas entrevistas a todos os jornalistas, sempre com a mesma atenção e gentileza.
Ao final, disse que presenciar o carinho e admiração dos fãns do Brasil tinha sido muito importante para ele. Que aquilo dava sentido ao seu trabalho, e forças para continuar.
Juliano, você tem uma boa parcela de responsabilidade pela vinda do Mr. Johnson a SP. Obrigado.
Abraços,
Luciano Castro.
Luciano, honestamente, o
Luciano, honestamente, o universo conspirou. Abração!
Caro Juliano, Conheci o
Caro Juliano,
Conheci o Steve Johnson no Programa Roda Viva dessa segunda, de tão interessante que achei, mergulhei logo na internet e cheguei à você.
Com certeza o Brasil ficará sendo roteiro das próximas viagens dele, sendo assim, coloco Recife como uma próxima opção.
Amanhã estarei comprando os livros do Steve e tenha a certeza do sentimento da missão cumprida e de que seus objetivos foram alcançados.
Obrigado, abraços,
Joaquim De'Carli de Paula
Leiloeiro Oficial
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