Y Combinator transforma hackers em empresários
Hackers e bancos de investimento não tem nada em comum mas precisaram começar a conviver mais intensamente por causa da Web. Um precisa do outro para inventar o próximo twitter ou Facebook e ficar rico com isso. Descobri uma empresa que está se especializando em suavizar o choque de culturas decorrente desse encontro.
É curioso registrar que a maioria das startups de sucesso surgiram de rejeições e também que as idéias que elas tiveram tem a ver com a experiência cotidiana buscando resolver problemas, mais do que com genialidade. (Continue lendo.)
Acabo de ficar sabendo do lançamento no Brasil de um livro que conta a história de startups - www.startupolivro.com.br. A proposta é empolgar quem está pensando em montar a sua e educar quem - empresas e investidores - tem dificuldade de entender e se relacionar com essa nova categoria de negócio.
O livro me levou a uma fala da autora em um evento promovido pelo Google e quero compartilhar alguns aspectos comuns mencionados por ela sobre a experiência de quem teve sucesso pela via da startup:
1) rejeição - situação comum: você está trabalhando numa grande empresa, tem uma idéia que tem a ver com o que voce faz e o que a empresa faz, você leva essa idéia para o seu chefe e ou ele diz que nao vale a pena ou que vai demorar anos para ficar pronto. Mas você sabe que é muito mais fácil do que isso.
2) faça algo que as pessoas queiram - as idéias das startups não vêm de momentos de inspiração, mas de estar muito envolvido com um serviço e uma ferramenta a ponto de você se dar conta de uma maneira de melhorar muito aquilo.
Acabei, pela palestra, ficando sabendo que a autora é sócia de Paul Graham e de outras pessoas em uma empresa chamada Y Combinator. A proposta é ser uma espécie de ninho de hackers. Como eles, os sócios, entendem de tecnologia - o que não é o caso da maioria dos executivos de bancos de investimento - os socios da Y Combinator tem mais chance de identificar antes uma boa idéia. E eles não precisam dar caminhões de dinheiro.
O pacote que as startups recebem é composto de dinheiro para sobrevivência - pouco mesmo, em torno de US$ 6 mil por pessoa -, e muita infraestrutura e consultoria, oferecidas durante alguns meses. Basicamente os caras vivem a base de miojo e programação, e ninguém está triste porque aquilo é o que eles mais querem fazer na vida: tempo e ambiente para produzir, e ajuda para vencer as partes chatas, burocráticas, do processo de construção de uma empresa.
Em troca a Y Combinator recebe entre 1,2 a 12% da empresa.
Mais informação nesta matéria do NYTimes sobre a Y Combinator.


