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Quem é o profissional da Web?

Esta semana combinei de visitar a Colméia para bater um papo com Kazi e Passamani, dois caras que definitivamente sacam de web e mídia online. Devemos gravar um papo em áudio e o Kazi me pediu um mote. Propus que a conversa seja sobre o profissional da internet. Kazi é formado em editoração. Passa é jornalista. Nenhum dos dois fez curso superior para desempenhar suas funções hoje. Nem eu.

Designer e programador são profissionais que podem aplicar seus conhecimentos para o desenvolvimento de sites. Mas quem é o profissional que atua exclusivamente na Web? Existe uma profissão nova sendo moldada? Quais são as áreas de conhecimento que poderiam ser combinadas para formar um profissional para atuar na internet? O Kazi falou de editoração, eu lembrei da biblioteconomia. Quem quiser dar pitacos aqui, vamos aquecendo a troca de idéias até a gravação que deve acontecer nasta quarta (12).

colmeia se escreve sem

colmeia se escreve sem acento

:-)

A profissão que ousa não

A profissão que ousa não dizer seu nome

Jeffrey Zeldman, um dos caras que trabalha há mais tempo exclusivamente com web, começou uma discussão num post em abril deste ano, que pode ajudar a balizar essa conversa: The profession that dare not speak its name.

Engraçado que pensei em

Engraçado que pensei em algo parecido na conclusão do evento de lançamento do Conectado...

Um dos problemas conhecidos, bastante citado no Blogcamp, é a falta de conhecimento, discernimento ou o que quer que seja dos leitores com relação à certos tópicos (por exemplo diferenciar um blog de um website comum); outro ponto é a falta de "credibilidade" da nova mídia; e outro é a discussão sobre profissionais e amadores......

Juntando tudo em um caldeirão, mexendo bem, jogando um salzinho, o que sai? Espero que algo que não seja indigesto, mas uma idéia que me passou pela cabeça foi:

Já que muita coisa, definições e práticas por exemplo, da "velha mídia" não se encaixa na "nova mídia", será que não seria necessário subverter a discussão entre profissional e amador? Explicando melhor, não seria o caso de pensar na questão "amador/profissional" no tocante ao consumidor ao invés de se discutir o lado do gerador de conteúdo?

Exemplificando rapidamente: eu blogo. Eu espero que o leitor do meu blog consiga entender o que estou falando; se falo, como meu caso, de tecnologias de produtos médicos, meu público-alvo é alguém que póssa entender do assunto. Ou seja, o leitor tem que ter uma formação básica. Nesse caso, poderia fazer uma classificação no seguinte sentido: leitor amador - quem não é da área e portanto não tem a mínima idéia do que estou falando. Leitor profissional - pessoas da área que "conseguem" ler meu conteúdo.

Bem, a idéia é meio bizarra mas pode ser melhorada.

Grande abraço!

caramba, renatinho! voce

caramba, renatinho! voce pegou na veia. comecei a ler o texto que voce mandou sem dar muita importância porque eles falam de designers e programadores como os profissionais da web, e eu me considero um profissional da web e entendo muito pouco das duas coisas. mas é assim mesmo que as pessoas de fora percebem quem trabalha com internet: ou como designer ou como programador. e tem ainda o gerente de projetos, que é o cara que funciona entre esses dois, e o arquiteto de informação. Será que estamos buscando uma profissão em que tanto design quanto programação sejam elementos do currículo? Será que podemos dividir esse profissional em dois: o que faz funcionar e o que dá manutenção? nesse caso, a profissão nova, de fato, seria o gerente de projetos, que tem que entender de todos os assuntos para fazer esses mundos conversarem. E no caso do sujeito que apenas dá manutenção, será que ele é apenas um administrador de comunicades com excelente capacidade de expressão verbal? uma mistura de jornalista e RP?

oi marcelo, mas além de

oi marcelo, mas além de saber escrever e saber sobre o assunto tratado, quais outras qualificações o responsável por esse "espaço colaborativo" (para não usar nem blog nem site) poderia ter?

Juliano Atualmente penso o

Juliano

Atualmente penso o seguinte: para quem quer simplesmente escrever na internet (e levando em consideração que essa visão "colaborativa" da "nova mídia" tem a ver com o fato de que qualquer um pode publicar conteúdo sem saber como as coisas funcionam, melhor exemplificado pelas ferramentas de blogs), mesmo que tenha um objetivo mais comercial, não é necessário nada além de conseguir digitar em um computador (saber escrever e saber sobre o assunto tratado são pontos necessários para angariar leitores, não necessariamente para colocar algo na web). Ele que utilize um serviço automático ou contrate alguém para cuidar da parte "técnica" da coisa. Isso não é novidade, sempre foi assim. Quem cuidava da parte "técnica" (e às vezes também da de conteúdo) era esse ser que não ousa dizer seu nome, o webdesigner (que em algumas situações era o gerente de projetos, o de marketing, etc).

O que eu vejo de diferente hoje em dia é o seguinte: com essa facilidade de ferramentas de publicação, e um pouco de curiosidade e/ou necessidade de controle, é possível que uma pessoa hoje em dia englobe todas essas funções juntas. Por exemplo, nas coisas que coloco na web (para não dizer blog, ou site, ou qq outra coisa pois realmente não importa) eu, assim como muitos, faço quase tudo. Faço a pesquisa da notícia, a pesquisa de referências, a diagramação, o "proof-reading", tudo na parte de conteúdo. Faço também o design, o marketing, instalo o software já pronto. Só não forneço a hospedagem e a banda, que são terceirizados. Faço tudo isso como um expert? Claro que não, minha formação é de engenharia biomédica. Mas por enquanto o que faço é suficiente, pelo menos para marcar minha presença na web.

Portanto, esse "profissional da web" deveria ser alguém com todas as características juntas, em grau variado, e que complementa os pontos fracos com terceirização ou de outra forma. O cara que só escreve precisa ter todo o resto, como estrutura, marketing, o design, feito de forma automática (templates?) ou por terceiros. E um cara mais interessado talvez só precise contratar uma provedor de acesso. Mas o importante é que a pessoa saiba um pouquinho de tudo.

Hum, esse assunto tende ao infinito :-)

eu particularmente acho que

eu particularmente acho que os jecas do brasil não estão aptos ainda a lidar com tanta informação

eu vejo algumas questoes

eu vejo algumas questoes intrigantes nesse oficio:

  • nos tempos da bolha qualquer decisao envolvendo web era um parto, porque projetos custavam fortunas e demoravam seculos. hoje clientoes te chamam ja sabendo qual CMS opensource ou solucao pret-a-porter baratinha vai ser usada, e pra implementar e' pa-pum. consequencia: riscos baixos, agilidade, decisoes reversiveis, custo quase zero. nesse cenario comoditizado, pra que gurus? pra que agencias?
  • embora haja uma eletrosfera de profissionais frilas disponiveis por precos quase vis, eu ainda vejo vantagem em times estruturados com metodologias maduras. a questao e': quem paga essa conta? (anedota: um amigo meu do ramo de auto-peças investiu uma bala em ISO isso, ISO aquilo, pra poder competir no mercado interno... mas ao final o comprador abre mao das ISOs e compra o produto chines que nao tem ISO nenhuma mas custa 1/5)
  • embora qqer um esteja o dia inteiro diante da biblioteca de babel, 99% dos "profissionais" se contenta em uma formacao muito primaria: se verticalizam demais e perdem a visao generalista, nao investem em idiomas, nao tem visao de negocio.
  • clientes hoje podem se virar muito bem sozinhos: comprar link patrocinado e gerencia-los e' coisa de crianca. melhor ainda: o retorno e' genial. pra que contratar uma agencia pra ficar fazendo midia grafica (que da trabalho, nao custa tao barato e tem pouca margem ate pra agencia?)
  • me corrijam se eu estiver errado, mas nesse mundo movido a jobs distribuidos na frilosfera, a refacao e as ineficiencias sao enormes, e a lucratividade cai

my two cents, claro.

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