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Para uma nova maneira de entrevistar

Por conta do livro, tenho dado algumas entrevistas. Os repórteres geralmente, por conta da pressa das redações, leram superficialmente algumas partes estratégicas do Conectado - a quarta-capa, a orelha, talvez até o prefácio e a introdução. Isso acaba produzindo perguntas mais ou menos previsíveis e repetitivas, que levam a respostas improvisadas e mais superficiais do que eu gostaria.

Ou invés disso, me ocorreu propor um encaminhamento diferente. Pelo telefone, trocamos idéias informalmente. Ele não se preocupa em fazer as perguntas certas e eu em encontrar respostas satisfatórias, concisas e instigantes. Depois disso, esse profissional tem a opção de ler uma ou outra parte do livro que chamou sua atenção, e deixar as informações sedimentarem. E um tempo depois, que pode ser algumas horas, um dia, alguns dias, ele me manda a entrevista por email e eu respondo por escrito.

Às vezes entrevistas por email podem ser feitas da mesma maneira dispersiva das entrevistas por telefone ou ao vivo. Às vezes é ainda mais dispersiva porque implica no mínimo esforço de copiar e colar. Mas depois de uma conversa, aposto que o resultado será diferente. As perguntas virão melhor fundamentadas no assunto, e eu terei mais tempo para processar a informação, encontrar exemplos, reunir links, complementar o conteúdo.

Estou para ter a minha primeira experiência com esse novo formato. Aliás, eu já tinha pensado em propor essa solução para a reporter do Pernambuco.com. Mas quando ela me ligou, antes que eu tocasse no assunto, ela me disse que o equipamento de gravação de audio pelo telefone estava quebrado. Conversmos bastante. E ela, com o livro na mão, disse que me mandaria as perguntas nos próximos dias.

Não estou dizendo que este se torne o único método de se conduzir uma entrevista. Mas em algumas situações, pode produzir resultados bacanas.

Se você tiver alguma opinião sobre esse procedimento ou tiver vivido alguma experiência parecida, pode compartilhá-la na área dos comentários. Obrigado!

Comecei o Conectado. Estou

Comecei o Conectado. Estou na maior expectativa. Tudo o que diz respeito à web 2.0 me interessa. Me fascina esta idéia de inclusão e interconexão total. Na medida em que avance na leitura, comentarei.

Fernanda, bom saber que voce

Fernanda, bom saber que voce está na área. Aguardo os comentários!

Fala Juliano! Isso é o

Fala Juliano!

Isso é o ideal mesmo... mas você não acha difícil obter esse compromisso de um jornalista de redação com um assunto/pauta/matéria?

A sensação que eu tenho é que esses caras vão ter pouco tempo pra lidar com cada coisa e vão achar que é isso mesmo...

O Kazi falou que quarta você pode... pode mesmo? que horas?

Abraço

intaum, passa, fala-se muito

intaum, passa, fala-se muito na capacitação que o jornalista tem para checar notícias, ouvir os dois lados, o que o tornaria mais apto para produzir notícias, mas existem outras questões que também influenciam a produção da notícia. o tempo é uma delas. em um esquema de produção industrial, a percepção tende a ser superficial. outro elemento: a idade dos profissionais. tenho sentido que as redações estão mais jovens. além de topar ter um salário menor e engolir mais sapos, o novato talvez questione menos as decisões de seus superiores. inclusive porque ele é peça descartável. existem muitos na fila para tomar sua vaga.

sobre a quarta-feira, fechei com o kazi. estarei com voces às 18h.

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