Como é possível catalogar gêneros de Tweets?

Estou criando este post como uma página aberta para receber e compartilhar sugestões sobre possibilidades para a catalogação de Tweets. Acho que já está relativamente claro neste ponto de maturidade da ferramenta que pessoas estão usando o Twitter com finalidades diferentes: a maioria para passar informação (pessoal ou genérica), mas também para compartilhar outros tipos de conteúdo.

É interessante que esses gêneros ao mesmo tempo podem ser vistos como desdobramentos dos gêneros literários, mas, ao mesmo tempo, parecem ter elementos próprios, possivelmente condicionados pela necessidade de síntese, pela velocidade de difusão, pelo caráter interativo do meio, pela possibilidade de associação a outros formatos (foto, vídeo), etc.

Outra coisa interessante em relação a esse tema é que, junto com os "profissionais" da escrita, há também o surgimento de "amadores", que ganham destaque por seu domínio do formato. Eles foram forjando suas maneiras de usar o Twitter meio descompromissadamente, sem querer especificamente produzir um "gênero", mas chegaram a algo tão redondo e original que se tornaram referência para os principiantes. Vão assim formando "escolas" ou "tradições" de Tweeteiros.

É bacana ver isso porque geralmente observamos esses assuntos nas carteiras das escolas: movimentos literários, escolas literárias, desenvolvimento e aperfeiçoamento de gêneros, e, de repente, aqui estamos nós vivendo e participando de um processo que não só é idêntico em essência como está presente no centro da vida das pessoas.

Ao contrário da redação de contos, romances, poemas - gêneros que ainda existem, mas apenas são exercitados por algumas pessoas interessadas por literatura -, o Tweet confunde / mistura função (comunidar, organizar) e oportunidade criativa. Levar isso em consideração e criar possibilidades para discutir e pensar essa produção pode ser útil para se pensar em linguagem, e servir inclusive para professores trabalharem redação em sala de aula.

Nesse sentido, quero dar a minha contribuição apontando dois "baluartes" de gêneros literários no Twitter: @mariacarol e @crisdias, os dois registram flashes do cotidiano que inclui comentário social e geralmente humor. Eu chamaria isso de crônica ou micro-crônica, mas gostaria de considerar outras possibilidades de nomes. E, principalmente, gostaria muito de receber sugestões de outros usuários - especialmente os "amadores" - que tenham produzido ou aperfeiçoado outros gêneros.

Termino citando dois exemplos recentes de um possível tipo de postagem a qual me refiro:

CRÔNICA: @mariacarol Taxista português se apaixonou pela minha voz aveludada. Expliquei que estou rouca e tcharaaam: temos um coração partido!

CRÔNICA(?): @crisdias Keep calm and stop the viadagem.

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Mais sobre procedimentos para participar da Wikipedia

Um post mais antigo sobre as regras e problemas relacionados a publicacao de textos na Wikipedia trouxe um novo comentario-reclamacao, o que estimulou o Ale, um representante da comunidade de editores da Wikipedia, a dar uma resposta atenciosa e informativa. Segue:

Comentario: Eu concordo com todos que estão indignados contra os administradores da Wikipedia, que se comportam não como administradores, mas como donos. Lá nos textos de orientação se fala em colaborar com o conhecimento, ser audaz na redação, não ter medo de postar nem de errar.Isso tudo é pura mentira. Eu acreditei na proposta e tentei colocar um artigo sobre um escritor de uma cidadezinha do interior de SP. Esta pessoa tem 7 cursos superiores e já publicou 5 livros, mais inúmeros artigos publicados em jornais do interior de SP. Mas para os administradores, não é relevante, não há fontes confiáveis, nada serve para provar a veracidade. Pode não ser relevante para eles, mas para a cidadezinha, é! Estou indignada e desistindo de COLABORAR com a Wikipedia.

Resposta: Fernanda, quando for reclamar de um caso assim, aproveite sempre para compartilhar o nome específico do artigo. Gente de bem que contribui da Wikipédia sempre fica curiosa para ver os detalhes do que você está contando.

Contudo, entenda que a Wikipédia não é uma coletânea, nem uma etnografia, nem um livro de história, é uma enciclopédia. Isso também está nos mesmos textos que falam sobre compartilhar conhecimento, ser audaz e não ter medo de errar. As definições detalhadas do que entra e o que não entra encontram-se juntas àqueles.

Essas definições estão abertas a discussão, mas precisam ser discutidas antes de serem alteradas, pois assim foram anteriormente e entendeu-se haver boas razões para serem como são. A Wikipédia é um espaço comum, o que significa que ninguém tem o direito de alterar um procedimento sem discutir e obter o amplo consenso da comunidade.

Ter curso superior, publicar livro e artigo em jornal não garante, pela documentação da própria Wikipédia, ter um artigo próprio.

Há motivos bons para isso, motivos cuja importância muitos consideram que vem apenas se confirmando nos agora 10 anos de existência do projeto.

Por exemplo, exclusivamente pelo critério "ter mais de um curso superior, mais de um livro publicado e mais de um artigo publicado em jornal", - e já estou dispensando restrições como "circulação estadual ou nacional" para incluir seu conterrâneo - teríamos de aceitar vários milhares de biografias na enciclopédia que não teriam sentido algum. Só para começar, praticamente todo professor universitário brasileiro teria um artigo na Wikipédia, mais boa parte dos jornalistas, e boa parte dos brasileiros que fizeram mestrado ou doutorado, o que, pelo menos ao meu ver, não tem o menor cabimento.

Por outro lado, pode até ser que seu escritor seja passível de inclusão no projeto atualmente, mas não pelas razões que você apresenta aqui. E, num espaço público, contam apenas os argumentos cabíveis ao processo, que creio foram sugeridos para você nas respostas dos editores, mesmo que talvez não tão gentilmente quanto você gostaria - o que não sei pois não vi. É um aprendizado, decerto.

Por último, os administradores não mandam em nada, quem sugere o artigo para eliminação não precisa ser administrador e para votar para o artigo ser eliminado ou não, também não requer ser administrador. As pessoas tem essa ideia equivocada de que os administradores tem qualquer autoridade excepcional. Eles apenas tem mais experiência e estão mais presentes nas discussões por em geral serem mais dedicados ao projeto, mas qualquer um pode sugerir uma eliminação e qualquer um com um nível de participação mínimo (300 edições em artigos) pode votar contra ou a favor - e cada voto conta igual. E todos são livres para argumentar e tentar convencer os demais, mesmo os que não votam e os anônimos.

Agora, que há na comunidade pessoas de pouca educação e até brutamontes é inegável.

Mas não misture problemas de indivíduos com os procedimentos que fazem a enciclopédia manter-se útil.

Se não, não conseguiremos corrigir uns e nem aprimorar os outros.

Abraço,

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Como pedir uma entrevista ou como perder uma oportunidade

Esses dias vi a Ana Brambilla dando um toque pelo Twitter sobre a maneira como ela gostaria de ser abordada por estudantes que interessados em entrevista-la para trabalhos universitários - aqui e aqui.

Recebi hoje uma solicitacao parecida. Primeiro eu pensei em ignora-la, depois achei que podia responder, mas com a mesma falta de empolgação demonstrada pelo estudante. Mas acabei respondendo de outro jeito, não com o conteúdo esperado, mas dizendo como eu gostaria de ter sido abordado.

Incluí abaixo versões editadas da minha mensagem de resposta, depois uma proposta indicando o que uma solicitação como esta poderia conter e, finalmente, o texto adaptado do email que recebi, omitindo os nomes das pessoas citadas e da instituição.

Estou compartilhando essa experiência aqui para deixar como referência para, quem sabe, ele servir para algum tipo de conversa produtiva em sala de aula.

Se você tentou fazer uma entrevista dessa forma e o entrevistado não aceitou ou nem se deu ao trabalho de responder, talvez não seja falta de sorte nem desinteresse ou descaso. Se somos procurados para ajudar ou apoiar, não queremos nos sentir como se tivéssemos a obrigação de fazer isso.

Minha resposta

Caro Fulano, vou te dar um feedback que talvez voce nem esteja interessado em ouvir. Mas talvez esteja e eu estou apostando nisso.

do jeito que voce escreveu, tive duas impressoes:

1) de que você poderia ter encontrado muito do que me pede para responder fazendo uma pesquisa rápida na internet

2) e que, portanto, você não está muito interessado nas minhas respostas, quer cumprir uma solicitação - um pouco na linha daquelas pesquisas escolares em que a gente copia maquinalmente o texto da enciclopédia

Veja a seguir uma proposta de mensagem mais simpatica e interessada.

abraços

Sugestao de mensagem

caro juliano, como vai? eu sou o Fulano e estou te escrevendo por conta de um trabalho assim e assim para a disciplina tal. a proposta do trabalho é tal e acho que com a sua participaçao o resultado pode ficar mais bacana por isso e isso.

estou contatando voce, mas ja fiz uma pesquisa sobre o assunto sobre o qual quero falar. vi que voce fez tal e tal coisas, o que me fez pensar nisso e naquilo. isso que voce fez me levou a deduzir tais e tais coisas. o que voce acha? faz sentido?

imagino que voce tambem trabalhe e tenha outras prioridades, entao, queria saber se voce pode me responder até a data tal. se nao puder, me avise para eu pensar em outras possibilidades.

muito obrigado pela atençao. um abraço - Fulano

A mensagem recebida

Olá Juliano,

Meu nome é Fulano, estudante de comunicacao na Universidade tal, estou desenvolvendo um trabalho para uma disciplina do Prof. Sicrano, sobre o ebook Para Entender as Mídias Sociais, tenho alguma perguntas que eu gostaria que você respondesse:

1 - Qual sua área de estudo e qual sua contribuição na contrução do livro?

2- Quais as vantagens e desvantagens em produzir um livro como o Para Entender as Mídias Sociais em versão digital, gratuito e com tantos autores?

3- Qual a contribuição que este livro trás aos estudos sobre mídias sociais?

Muito obrigado, Fulano.

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Como acompanhar e participar do casamento real pela Internet

Sexta-feira, dia 29, é o dia do casamento real britânico. Milhares de pessoas nas ruas de Londres, centenas de milhares provavelmente acompanhando o evento pela TV ou por outros meios. Muita gente é sinônimo de oportunidade para observar e participar de experimentos via Internet.

Aqui vão algumas informações úteis para explorar a comunicação em rede durante o casamento.

- o hashtag é #rw2011 (ou #RoyalWedding), mas pode-se adotar também o #rw2011BR para filtrar as mensagens de tuiteiros brasileiros

- Haverá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube: http://www.youtube.com/TheRoyalChannel

- O Mashable já fez o serviço de juntar todos os links relacionados ao evento, inclusive: site oficial, página oficial no Facebook, Flickr e conta no Twitter, além da relação de sites que farão streamming do video.

- A BBC fez uma reportagem televisiva sobre o uso da internet na cobertura do evento. Lembrou que este será o casamento real em que as pessoas poderão estar mais perto dos acontecimentos. Será também um experimento para a realeza do país em relação ao uso do Internet. O próprio anúncio do casamento saiu primeiro pelo Twitter em 23 de novembro.

- Para se ter uma ideia do trajeto, o Google colocou no ar uma animação em 3D e o jornal Daily Telegraph registrou o roteiro da rua em um vídeo de 42 segundos.

- O site Market Sentinel mostra a reverberação do casamento até o momento na Internet e traz, além dos links que já estão neste post, referências de apps relacionados ao tema.

Para quem estiver em Londres

- Para quem estiver na cidade, há previsão de chuva forte durante todo o dia. Aqui está a agenda do evento.

O blog da Kaplan em Portugal indicou quatro lugares para se acompanhar a celebração de Londres: Trafalgar Square, Hyde Park, Leonard Street Royal Wedding Party e Royal Wedding Battersea Street Party, cada um com um tipo de atrativo diferente, com níveis diferentes de bagunça ou tranquilidade. Um amigo me disse que há um recorde de festas de ruas marcadas para acontecer no dia.

Acho que o FourSquare, porque permite o compartilhamento de lugares, também vai ser interessante de usar por quem estiver na cidade, para ver onde seus amigos estão. Aqui tem uma relação de quatro de jornalistas que aparentemente estarão usando o serviço para fazer a cobertura.

E finalmente, será também uma oportunidade interessante, pelo volume de pessoas, de se experimentar o app Color, que compartilha fotos com pessoas que estejam fisicamente próximas.

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Ebook “Para Entender as Mídias Sociais” será lançado no dia 25 de abril

Obra reúne 36 autores e terá download gratuito

Nos últimos dois meses, pesquisadores e profissionais de mídias sociais de diversas áreas reuniram-se, de modo voluntário, para a produção do ebook “Para Entender as Mídias Sociais”. O lançamento acontece no dia 25 de abril, segunda, às 17h, com a divulgação do link para download gratuito da obra nos sites:

http://paraentenderasmidiassociais.tumblr.com

http://paraentenderasmidiassociais.blogspot.com

Com o objetivo de estimular o debate em torno deste universo em plena ascensão, o livro é composto por artigos curtos, cada um deles abordando temas que atravessam as redes de relacionamento como Política, Educação, Celebridades, Jornalismo, Mobilidade, Relevância, Mercado de Agencias e tantos outros.

A publicação está dividida em 5 núcleos: Bases, sobre plataformas, linguagens, tecnologias e ambientes por onde as redes acontecem; Mercado, enfatizando assuntos ligados à comunicação e empresas; Redação, com foco ao uso das mídias sociais pelo jornalismo e seus desdobramentos; Persona, dedicado à cultura pop e seus subprodutos e, por fim, Social, tocando em temas fundamentais para a sociedade que estão presentes de modo significativo nas redes de relacionamento.

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Dados brutos e conclusões iniciais sobre a pesquisa sobre sociabilidade na Internet

Estou disponibilizando o resultado bruto da pesquisa proposta na semana passada - ver o post anterior. A proposta era mapear os canais de pesquisa que o usuário de internet usa para conversar com grupos diferentes de sua rede de relacionamento.

Motivação da pesquisa

Estou interessado em entender como o brasileiro lida com o fato de os sites de redes sociais reunirem públicos diferentes. Na vida presencial aprendemos a controlar e a entender contexto, de maneira que a gente sabe o que dizer e não dizer em em determinados lugares e circunstâncias, mas esse aprendizado está se dando em relação ao uso da internet.

Há N casos de pessoas que tiveram problemas mais ou menos complicados por terem partes de suas vidas reveladas a públicos de contextos diferentes. Por exemplo: as fotos da professora na balada que circulam entre os alunos e chegam aos pais e à direção da escola.

Na medida em que os sites de redes sociais ainda não oferecem soluções para compartilhar informação dentro de contextos - conforme indica este estudo do Google -, a intenção da pesquisa foi ver se os usuários constroem por conta própria soluções para administrar esses contextos em sua vida online.

Montagem do questionário

A pesquisa, portanto, pedia para os participantes apontarem quais canais de comunicação eram importantes para eles conversarem com grupos diferentes. Os canais eram: presencial, fone, SMS, comunicador instantâneo (Messenger, etc), email, Orkut, Facebook e Twitter.

Os grupos relacionados foram 1 (família direta): pais, irmãos e filhos; 2 (família próxima a) tios e avós; 3 (familia próxima b) primos; 4) amigos de grupos (igreja, clube, vizinhança, etc); 5) amigos do ensino fundamental e médio; 6) amigos do ensino superior; 7) amigos do trabalho.

Os participantes tinham quatro opções de resposta para indicar a importância de cada canal para o contato com o grupo, a saber: fundamental, útil, indiferente e não se aplica.

A amostragem foi de cem pessoas, sendo que 86 responderam todas as perguntas. Em torno de 50% dos participantes disseram morar no Estado de São Paulo, principalmente na capital. Os estados do Sudeste e do Sul aparecem também em destaque, junto com Brasília. Aproximadamente metade dos participantes responderam que têm entre 20 e 29 anos e cerca de 30% disseram ter de 30 a 39.

Resultado e conclusões iniciais

Fiz um esforço para que o experimento fosse controlado, solicitando o preenchimento do questionário nos mesmos horários e pelos três canais de sistes de rede social mencionados na pesquisa: Orkut, Facebook e Twitter. Tenho dúvidas sobre a validade desse cuidado porque entendo que existem outros fatores sutis que podem impactar de maneira relevante o resultado.

A análise dos dados a princípio indica que canais que exigem mais atenção individual e/ou disponibilidade imediata (como telefone e email) são preferidos para se falar com familiares, ao passo que canais online supostamente menos intrusivos (como sites de relacionamento) servem para a gestão de contatos entre amigos. Há ainda uma aparente separação de canais por geração: usa-se mais os sites de rede social para falar com primos do que com tios e avós.

O resultado indica, portanto, que o site de rede social parece estar sendo usado como ponto de contato entre grupos de origens diferentes. É possível especular, no entanto, que há um acordo não implícito de que informações relativas a contextos sejam compartilhadas por canais diretos e sigilosos como mensagem direta ou email.

Inteligência coletiva

No final, acho que aprendi mais COM a pesquisa do que DA pesquisa.

Valeu a pena ter incluído no final do questionário uma pergunta sobre outros grupos e ferramentas que não teriam sido mencionadas. Várias pessoas indicaram ter sentido falta da inclusão de listas de email - como Google Groups - entre as ferramentas. Outro item que teria feito sentido incluir é o Ning. Os dois se prestam justamente para conversas verticais.

Entre os grupos não relacionados, apareceram as seguintes recomendações de categorias: amigos íntimos; amigos no exterior / distantes; contatos profissionais; pessoas que são referências em setores (que a gente segue pelo Twitter e ocasionalmente encontra); colaboradores (talvez o correspondente ao contato profissional para ativistas e acadêmicos); e companheiro/a, marido/esposa, namorado/a.

Essas são as minhas impressões e vou ficar grato pelo feedback que for compartilhado publicamente no campo de comentários abaixo ou mais discretamente por email.

Recados finais

Ao fazer a tabulação dos dados, senti necessidade de acrescentar duas colunas, uma para indicar a soma das respostas afirmativas (funtamental e útil) e a soma das negativas (indiferente e não se aplica), para visualizar também desta forma a importância da ferramenta. No documento, uso as cores: laranja para indicar destaque de uso; lilás para indicar destaque de não-uso; e verde para indicar um resultado intermediário ou de transição entre uso e não-uso.

É importante deixar claro, caso isso já não esteja, que este foi um experimento pessoal, usando uma conta básica da ferramenta de pesquisas Survey Monkey. A intenção foi: 1) fazer uma sondagem inicial para refletir sobre os caminhos para avançar no entendimento da questão indicada e 2) compartilhar esses resultados para abrir canais de interlocução sobre o assunto.

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Me ajude a pesquisar como funciona a sociabilidade na Internet

Estou fazendo uma pesquisa para o curso de Midia e Consumo ministrado pelo professor Daniel Miller. A analise do resultado sera' usada para responder a pergunta: Quais parecem ser as consequencias do crescimento dos sites de networking social - como Orkut, Facebook, etc.

O fato de eu ter uma conta de usuario basica no Survey Monkey impos um limite de dez itens para este questionario. Voce vai levar entre 5 e 10 minutos para responder. A proposta e' mapear os canais de comunicacao que voce usa para se manter contato com amigos e familiares. Assim que terminar - o prazo e' 8 de abril -, compartilho o resultado e a analise aqui com quem estiver interessado.

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Virtual Open Day do mestrado em Antropologia Digital da UCL

Durante muitos anos, eu acho, a melhor forma de se aprender sobre a Internet era se envolvendo com ela, arrumando um trabalho na area ou apenas passando horas "brincando" na rede. (Continua sendo, mas finalmente estao surgindo outras.)

Meu diagnostico precario eh que esta area de atuacao rompe a separacao tradicional das universidades e do conhecimento. A atuacao na internet envolve (pelo menos) duas coisas, um interesse por tecnologia - inclusive no sentido literal do termo, de fazer com as maos, de criar artesanalmente - e tambem por pessoas e grupos sociais.

Acho que eh por isso que a Internet nao foi inventada - outros inventos foram sendo apropriados, mas ninguem a anteviu - e tambem por isso que as universidades continuam tentando - para atender a demanda - criar cursos superiores nesse campo.

Quem estiver procurando um caminho menos obvio mas muito promissor - profissionalmente e em relacao a oportunidade de desenvolvimento intelectual - pode acompanhar o Open Virtual Day da University College London.

Sera uma sessao interativa de 1 hora em que os interessados - particularmente no curso de Antropologia Digital - poderao fazer suas perguntas aos professores e mestrandos.

Tem mais informacao aqui, horario, etc. Tambem no "reclame" abaixo.

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Dois eventos sobre tecnologia e humanidades em Londres

Segue a informação de dois eventos que parecem ser bacanas sobre internet e humanidades que acontecerão este ano em Londres:

InterFace é um encontro internacional de humanidades e tecnologias da informação que irá decorrer em Londres em Julho de 2011. Este ano o evento é organizado por várias universidades da cidade de Londres. O InterFace oferece uma excelente oportunidade de observar as mais recentes tendências e práticas na área da investigação interdisciplinar. Este encontro pretende fortalecer os laços entre investigadores de diversas disciplinas, nomeadamente no que toca à convergência de temáticas e métodos. Orientado para a divulgação do trabalho de doutorandos e jovens investigadores, o evento pretende promover a comunicação e colaboração entre os participantes através de várias iniciativas, tais como conferências, sessões temáticas práticas e workshops. Um elemento principal do programa será uma sessão de “lightening talks”, ou “apresentações-relâmpago”, durante a qual os participantes deverão apresentar o seu trabalho em dois minutos.

OpenTech 2011

When: Saturday 21st May 2011.
Where: London.
Cost: £5 on the door.
Currently: call for talks

OpenTech 2011 is an informal, low cost, one-day conference on slightly different approaches to technology, transport and democracy. Talks by people who work on things that matter, guarantees a day of thoughtful talks leading to conversations with friends.

Besides the sessions which will challenge or inspire, there's plenty of time to talk in the bar with friends both old and new.

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Divulgação: UMA ANTROPOLOGIA DO CIBERESPAÇO E NO CIBERESPAÇO

Recebi a informação e estou repassando para contribuir com essa visão de que a antropologia oferece ótimas ferramentas para se pesquisar e para se analisar a internet.
Solicitamos divulgação, junto a seus colegas e alunos, do chamado para o GT sobre Antropologia da Cibercultura na próxima RAM, Reunião de Antropologia do Mercosul, a realizar-se de 10 a 13 de Julho na UFPR, em Curitiba, no Paraná.
As inscrições de resumos devem ser realizadas somente através do site da RAM: http://www.ram2011.org/
Coordenadoras: Dra. Eliane Tânia Freitas (UFRN) y Dra. Marian Moya (Univ. de Buenos Aires) A antropologia do Ciberespaço, da Cibercultura e do Consumo de Tecnologias Digitais no mundo contemporâneo começou a ocupar um lugar central no nosso campo disciplinar. Este protagonismo, sem dúvida, caminha junto com a importância das novas tecnologias na vida cotidiana das pessoas, em todos os setores sociais, políticos e culturais. A reflexão proposta por este GT não somente quer problematizar a epistemologia, a dimensão conceitual vinculada às TIC’s (Tecnologias da Informação e Comunicação), mas também explorar as potencialidades e limites do trabalho de campo “online” e da chamada “experiência etnográfica virtual”: em contraste, comparação e complementariedade com a etnografia presencial. Por outro lado, neste GT esperamos discutir em dois níveis, diferentes mas complementares: os aspectos e as experiências do ciberespaço e no ciberespaço. No primeiro caso, serão enfatizados os aspectos operacionais, tecnológicos e cognitivos do consumo das diversas plataformas de redes sociais. As seguintes perguntas orientarão nossas discussões: de onde vem o desejo ou a necessidade de criar e manter um perfil no Facebook, Twitter, Orkut, Linkedin, etc.? Para quê investir tempo, esforço, criatividade em um blog? Por que algumas plataformas são mais populares do que outras? Qual o fator preponderante na hora de optar por um site ou outro: necessidades específicas, acessibilidade (disponibilidade material e de capacidades simbólicas para operar online), praticidade? No segundo nível, discutiremos a modalidade e características próprias das interações sociais que cada uma dessas plataformas propõe e promove, as possibilidades, os novos valores, a construção de novas sociabilidades, as limitações e os efeitos (políticos, ideológicos, socioculturais) que as novas tecnologias possam estar trazendo para a vida social. Em suma, o GT propõe uma reflexão, um debate e problematização do repertório teórico-metodológico dos temas vinculados à antropologia no e do ciberespaço, da relevância das TIC’s na vida cotidiana, da construção de outras modalidades de relacionamento social a partir das redes sociais e das vantagens e dificuldades apresentadas pela etnografia virtual ou “online”. Naturalmente, esta proposta não esgota o espectro de tópicos de interesse possíveis nesta subárea disciplinar relativamente nova. Por isso, outros pontos de vista, enfoques, perguntas etc. que estejam além dos propostos aqui serão também bem vindos em nosso grupo.

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