Experimento: dois dias lendo feeds religiosamente

Parece coisa de alcólatra anônimo. Talvez seja. Information overload sob controle. Há dois dias mantenho a rotina de ler os feeds dos blogs que acompanho. Ontem foram 32 posts. Hoje foram 36. Estou procurando o ritmo.

Junto com isso, estou também tentando reparar nas conversas que chegam por email e que podem ser desenvolvidas pelo blog.




Tem uma parte do meu cérebro que não me pertence

O assunto é complicado e não pretendo resolvê-lo nessas poucas linhas que vou escrever. Aliás, eu não ia escreve hoje, mas seguindo minha proposta de ler diariamente os feeds dos blogs, acabei trombando com a seguinte notícia: conteúdo aberto cria mais valor econômico que o direito autoral.

Eu já tinha feito comentários sobre esse assunto enquanto lia o Free Culture do Lawrence Lessig, e justamente ontem estava pensando no seguinte: se eu quiser inventar uma história que, ao invés de personagens "originais", faça interagir personagens da minha infância como a turma da Mônica, Disney, Speedy Racer, Ultraman e Snoopy, das duas, uma, ou eu gasto uma fortuna e perco meses negociando com os donos dos direitos autorais, ou me exponho a ser processado - caso minha obra se torne pública.




Em busca do ritmo certo para blogar amadoristicamente

Continuo apostando na proposta de usar o blog como primeiro veículo de comunicação, à frente do email. Veja os vários posts anteriores.

Hoje foi um dia inusual. Há uns três dias eu tinha assinado os feeds dos blogs do meu blogroll. Hoje fui checar o material pelo Google Reader. Obviamente a "caixa postal" estava lotada. Quase 400 mensagens. Claro que não deu para ler. Só passei os olhos. Uma ou outra coisa valeu destaque na coluna da esquerda.

Minha meta é fazer isso diariamente para não deixar o material acumular e depois, produzir um post, pelo menos um, por dia. Minha expectativa é que isso dure por volta de uma hora. Tempo razoável para você poder ter uma comunicação aberta sem precisar viver de blogar - ou seja, sem precisar abdicar do seu emprego para manter o blog funcionando.




BlogSpot ou WordPress - qual é a melhor opção para iniciantes?

Quem tem acompanhado o blog - anybody there? - está por dentro do processo de condicionamento mental a que estou me propondo para estabelecer mais conversas abertas (pelo blog) e menos fechadas (por email). Vide os últimos posts. Pois às vezes é questão de estar atento às oportunidades.

Ontem recebi uma mensagem da minha querida prima Carol, que debandou para o Canada. Ela pede ajuda para abrir um bloguezinho porque é "terrível com computador". Ela explica que já criou criou um no Blogspot, mas quer algo mais bonitinho. Ela segurou um espaço no WordPress, mas está "pastando".




Do email ao blog: comunicação no atacado e no varejo

Completando o que eu estava escrevendo no post anterior. Estou esperando o momento em que vamos reduzir as conversas no varejo (via email pessoal) e aumentar as no atacado (pelo blog).

Não me entendam mal. Não acho que a gente deva só falar com as audiências. Não tem a ver com se afastar dos relacionamentos pessoais. Me refiro ao fato de que muitas mensagens individuais poderiam aparecer em uma plataforma aberta e dessa maneira incitar o prolongamento da conversa (inclusive sem a presença dos "donos" da conversa, por exemplo, nas áreas de comentário e em outras plataformas.)

Em algum momento é possível que o blog se torne o veículo principal, o espaço onde falamos dos assuntos abertos. E deixamos o email para o que for confidencial, privado ou irrelevante para o coletivo.

Alguém tem pensado sobre isso?




Mais uma tentativa para acompanhar o conteúdo dos blogs

Faz tempo que eu não consigo administrar o fluxo de emails na minha caixa postal. Direcionei (quase) tudo para o mesmo lugar, o Gmail. Ainda assim, as mensagens vão se acumulando. Coisas que eu ainda quero encaminhar em algum momento vão desaparecendo no fundo do pote.

Se eu não consigo ler e processar os emails que chegam, o que dizer de acompanhar posts de blogs? Mas finalmente tomei uma atitude proativa e assinei o feed da maioria - alguns não ofereciam esse serviço. E como direcionei todas as mensagens para o Google Reader, estou com esperanças de tratar esse fluxo de informação como se fosse um tipo de email, aqueles que a gente manda para uma porção de pessoas.




O que vou fazer com este blog

Quero começar a especificar como pretendo usar este blog. Este não será um site para a análise e a divulgação de notícias relacionadas a colaboração online. Eventualmente isso acontecerá na coluna da esquerda, onde aparecem os links que vou salvando pelo del.icio.us. Mas na área central, quero abrir conversas sobre experiências vividas relacionadas a mídias sociais.

Pretendo sugerir os temas publicando-os no blog e tornar a discussão uma espécie de curso aberto, sem professor. Meio no esquema das academias da antiguidade, onde as pessoas se encontravam para conversar e compartilhar experiências e reflexões.

Finalmente, pretendo explorar o Twitter para disseminar os posts principais.




Utilização paralela de blog e rede social

Pretendo explorar o Twitter para disseminar os posts principais, não exatamente para dispersar uma informação, o que significaria apenas falar, mas criando uma dinâmica de circulação de informação que integra blog e microblogs.




Desentrevista, conversas abertas sem entrevistador

Uma maneira mais "muderna" de chamar a dinâmica de funcionamento neste blog pode ser "desentrevista", aproveitando a idéia de desconferência do BarCamp. No BarCamp os participantes propõem temas e se reúnem segundo convergência de interesses. Na "desentrevista" também não existe entrevistador e nem tema pré-definido. Os assuntos geram trocas que podem ser continuamente reprocessadas e aparecerem na forma de novos posts, cada vez mais incrementados.

Isso não tem diretamente a ver, mas está um pouco relacionado com um post recente sobre dinâmica de entrevista com jornalistas, usando a Web.




Quais assuntos pretendo abordar no blog

Quero atacar assuntos que repercutem na minha vida e na das pessoas que trabalham e atuam neste campo. A vantagem é que o conteúdo para essa discussão vem da experiência, da vivência de cada um, e não depende de se ficar o dia inteiro garimpando novidades. No ônibus, em casa assistindo televisão, numa mesa de bar - em qualquer desses lugares podemos refletir sobre assuntos que digam respeito a nossa condição, e compartilhar isso com outras pessoas.




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