Viver de blogar ou viver blogando

O querido amigo Wagner Fontoura me pediu para opinar sobre um post recente em que ele fala sobre a falência da publicidade como modelo único de negócio na web.

Li o post com certa dificuldade, não por ele estar mal-escrito, ao contrário, mas porque esse é um assunto com o qual não sou familiarizado. Segue a minha contribuição ao debate.

Posso falar da minha experiência como blogueiro, que é recente. Eu blogo sobre as coisas que me interessam, sempre que eu tenho tempo. É uma maneira de pensar alto.

De tudo o que eu já pensei e conversei e ouvi sobre esse assunto, aquilo que mais eccou com o meu sentimento foi dito pelo Alexandre Matias. Ele perguntou: será que um blog profissional continua sendo blog? Até escrevi sobre isso.

A idéia é que para mim, o blog é uma extensão de mim, ele traz os mesmos assuntos que costumo conversar com amigos que visitam a minha casa. Se eu fizer isso profissionalmente, terei que falar sobre assuntos que não me interessam? terei que blogar quando não sinto vontade? terei que colocar maiúsculas e escrever obedecendo algum padrão?

Não estou absolutamente recriminando quem tem outras perspectivas sobre o assunto. Acho que no fundo, cada um encontra a sua medida entre satisfação pessoal e trabalho, entre fazer o que não gosta para ter aquilo que precisa e quer, e que tipo de recompensa espera ter - financeira e outras.

Isso toca em uma discussão que me mobiliza: se o trabalho continua sendo trabalho quando a gente gosta do que faz e qual é o impacto disso na produtividade. E no fundo essa questão está ligada em uma ainda maior, que é sobre como fazer dinheiro com a Web, questão que ainda está aberto e mobilizando a atenção da indústria.

Mestre Wagner, é isso que me ocorreu, muito honestamente, lendo o seu post e alguns comentários publicados sobre ele. Está impreciso, aberto, talvez confuso, mas é de coração.