A perspectiva de consolidação das ferramentas de comunicação pela Web
Venho pensando muito na perspectiva de unificação das ferramentas de comunicação online. A coisa tá meio confusa, à procura de modelos, da mesma maneira como acontece as gadgets eletrônicas - câmeras digitais, tocadores de mp3, palms e telefones celulares. Tá tudo caminhando para uma solução única, inclusive porque só temos - falo pelos homens - dois bolsos na calça e um deles está reservado para a carteira.Pressinto que esse mesmo processo esteja em curso na Web.
Sites de network social têm agenda de contato. Comunicadores instantâneos têm agenda de contato. Programas de email têm agenda de contato. Não é difícil contemplar a vantagem de ter uma agenda viva, como no Orkut, onde a única informação que o usuário deve se preocupar em manter atualizada é a própria. Cada um faz a sua parte.
Além dos contatos, chama a atenção essa ponte que vai se construindo. De um lado, o email, do outro, o blog. Em uma, a informação é ativa, procura o receptor. Do outro, é o receptor quem se apresenta, a informação fica parada. No meio do caminho existem soluções para emprestar a qualidade de uma a outra. O RSS dá ao blog o poder de chegar ao leitor. Os grupos de emails permitem que a informação seja disseminada.
Me lembro de, pesquisando sobre blogs para o capítulo específico no livro, ter encontrado a informação de que a primeira vez que o blog emergiu como ferramenta para fora da comunidade de desenvolvedores heavy-users, dos ultra-imersos em tecnologia, foi por meio de adolescentes. Mas ao invés de servir para a função estereotipada de "diário íntimo", a utilidade da ferramenta era servir como alternativa ao email.
Essa é uma dificuldade que eu enfrento quando preciso me comunicar com audiências: passo às vezes muito tempo escolhendo a dedo os endereços que constarão entre os destinatários, para que cada pessoa que receber, perceba que a mensagem é coletiva mas não é spam, não chegou aleatoriamente à sua caixa postal. O blog resolveu justamente esse problema para os adolescentes americanos. Eles postavam suas programações online e deixavam a cargo de seus amigos e conhecidos irem atrás da informação.
Alguém mais está pensando por esse caminho? Faz sentido? Já viram alguma coisa publicada sobre isso?



Comments
Juliano, tudo o que eu tenho feito nos últimos tempos é trilhar por esse caminho que, espero, me levará às mesmas respostas que você procura aqui neste seu artigo. "Sofro" dos mesmos pressentimentos que você e minha intuição (e minha experiência) me diz que a resposta está sim na formação de grupos organizados por interesses e expertizes complementares em redes se social networking dos mais diversos formatos e que (não - não dominarão o planeta, mas) se instalarão com força suficiente para definir os "novos" modelos de negócios e de relacionamentos.
Estou divulgando este artigo na Via6 (Rec6) onde muitos outros players desse "jogo das redes" terão então mais uma oportunidade de meditar sobre tudo isso.
Também tenho procurado contribuir com esse tema nos blogs que mantenho - o Boombust (mais generalista) e, agora, no novo blog criado especificamente para esse fim.
Gosto muito dos seus pontos de vista e estou ansioso por lê-los no novo livro, o Conectado.
Grande abraço!
Wagner Fontoura
As redes seriam formadas exclusivamente por interesses iguais dos seus integrantes? Uma rede não pode, portanto, ser manipulada, forjada, por ninguém?
Meu caro, que confusão que está na minha cabeça, milhões de perguntas se multiplicando :D E estou adorando tudo isso ehehhe.
O que eu quis dizer é o seguinte: As ferramentas todas nos levam a esse tipo de interação? A este tipo de rede? Onde os seus integrantes que decidem os rumos das coisas, com todo esse "ferramental" em mãos?
Franco, redes são nós, cheios de buracos no meio - rs (não é só na sua cabeça que há vazios a serem preenchidos). Cada nózinho pode ser uma micro-rede com interesses e perfis distintos do nó do lado. As pessoas fazem as redes; as organizações fazem o ambiente. Concorda, Juliano?
Tem um pessoal pensando nisso ha um tempo jah, espalhado por ai. Resumo da conversa: jabber. Xemele, livenodes e outros nomes devem estar acontecendo em algum lugar.
Wagner, vou ler post por post e responder. Por agora, agradeço a sua presença. Um abraço e até uma nova visita sua a SP.
wagner, obrigado por divulgar o artigo. fiquei curioso para conhecer o seu novo blog. voce falar que ele foi criado especificamente para esse fim. o assunto é internet colaborativa? abraços
Franco, a manipulação das redes é um ponto delicadíssimo. voce cria ambientes com estímulo produtivo e oferece vantagens para os participantes. o que garante que uma pessoa não terá vários perfis e fabricará artificialmente sua reputação? ou que um grupo de pessoas moderará seu carma para cima para tirar vantagens da comunidade? ótimas questões.
oi wagner, às vezes a conversa por texto deixa a gente meio descontextualizado. não estou certo que entendi o que voce quis dizer.
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