Os motores da inovação são os clientes e não as agências
Sigo repercutindo os comentários trocados a partir do artigo sobre o motivo das ações de jornalismo participativo realizadas por portais tenderem a não funcionar bem.
O Robson, que é designer interativo Curitiba, viu um paralelo entre a resistência dos portais e das agências. E perguntou: por que os publicitários acham que decolaram com a web e na verdade não sabem nada dela?
Coincidentemente, há pouco tempo, eu tive uma conversa com o publicitário Ricardo Cavallini, antenado e envolvido com as novas tendências da tecnologia da informação e comunicação, e ele me explicou que a agência de publicidade é a parte conservadora do negócio e tende a manter o processo da maneira como ele sempre foi feito.
A mudança, ele disse, vem do cliente, que acompanha as tendências do mercado e também os resultados de suas promoções, e então pressiona a agência para que ela busque soluções novas e alternativas. E o que ele chamou a atenção em relação a esse processo é que nos últimos anos, os clientes têm sido mais insistentes nas cobranças por campanhas diferenciadas.
Em um post recente, o Cavallini ataca essa questão: por que algumas agências estão sofrendo tanto para evoluir? ... Não é por medo, nem ignorância como bradam alguns. É porque evoluir significa dar um tiro no joelho (lucratividade).
Sim, eu sei, não evoluir significa dar um tiro na cabeça em poucos anos (perder faturamento e lucratividade), mas alguém aqui acha que é fácil dar um tiro no joelho?
E ele desenvolveu o tema no mês passado, indicando um caminho possível para que a transição aconteça dentro das agências:
1. Contratação de um ou mais especialistas (envolvendo novos cargos ou funções).
2. Formalização para todos os funcionários da estratégia da agência.
3. Treinamento da equipe.
4. Troca dos que se mostraram incapazes de evoluir.
E aí, Robson, tá respondido?



Comments
boa pergunta... as vezes penso que muitos publicitários trabalham a idéia de que o público está reconciliado com o todo, quando na verdade o que vem mudando é nossa capacidade de criar a receber símbolos.
oi claudia, acho que nao entendi direito o que voce quis dizer. vc pode falar um pouco mais sobre isso?
Concordo com o Cavallini, a mudança precisa ser incutida na cultura das agências primeiro, para que, aos poucos, elas possam atender bem a demanda de seus clientes.
juliano, interpretei o post de uma maneira mto pessoal, mas vou tentar explicar o que quis dizer. Acredito que muitas pessoas que trabalham com publicidade enxergam a web como plataforma ideal para gerar curiosidade sobre um produto (não que estejam errados) mas esquecem que as redes digitais permitem algo muito mais inédito:sair do simples consumo para o relacionamento. É muito mais legal descobrir o próprio caminho, a novidade, o produto ou a marca em si. Acho que agora fui mais clara =)
Post new comment