Fuerza Bruta é legal, mas Noé Noé é imperdível
Fui à última apresentação do espetáculo Fuerza Bruta, no Parque Villa Lobos, em São Paulo.
Mistura de rave e performance, visualmente surpreendente, mas comportado, não mudou a minha vida. Senti falta de provocação, de ficar mobilizado sem saber direito o motivo.
Com todo o respeito a quem gostou, achei o Furza Bruta um espetáculo circense-pirotécnico para adolescentes. (Quem mais se diverte, tenho certeza, são os artistas. Recebem para brincar, dar piruetas pelas paredes, escorregar em piscinas transparentes, atravessar superfícies como super heróis. Mas nem dança propriamente tem na performance.)
Contraste com o Noé Noé, que fui ver no final de semana passado, me deixou babando e com o desejo de rever outras vezes.
Noé Noé me lembrou um pouco o Asdrúbal Trouxe o Trombone, pela mistura de influências e técnicas como pela proposta de construção "orgânica" do espetáculo, com coreógrafos, roteiristas e artistas participando da criação.
Artistas circenses, atores, bailarinos e até uma cantora lírica e uma bailarina de dança indiana tradicional compartilham o palco.
O roteiro consegue a proeza de ser denso, sugestivo e alegre. Não é aquela viagem hermética, nem apela para soluções fáceis.
Noé Noé é um espetáculo onírico, é como sonhar de olhos abertos, e está melhor agora, que já passou a estréia, o nervosismo, e a convivência deixou os artistas mais a vontade entre eles e com o público.
Não perca. Inclusive porque, em função do tamanho da montagem, é improvável que o espetáculo vá para outras cidades. E a temporada termina no fim do mês.



Comments
Cara!! Que é isso??
Esse cara deve ser parente do Ivaldo pra ter gostado desse espetáculo! Foi uma das piores coisas que já vi. O tédio consome fortemente qualquer pessoa na platéia. Além de um roteiro sem nenhuma profundidade ou embasamento, Noé Noé tenta demais, se torna apelativo e não apresenta nada de novo. É só clichê do começo ao fim. A tentativa de humor então nem se fala.
E viva a diversidade ;-)
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