Será que você é um "evangelista de mídia social" e não sabe?

"Eu 'mexo' com internet." Essa resposta é quase uma piada para quem não é nem programador nem webdesigner e nem por isso é menos essencial na criação e manutenção de projetos na Web.

'Evangelista de mídia social' é uma designação ridícula, estranha, desengonçada, mal-traduzida do inglês. Mas por enquanto é a única que chega perto de nomear uma das atividades desse profissional.

Não se trata de um título aleatório ou modismo como pode parecer. A importância desse nome é que ele responde a uma demanda real do mercado.

Será que você é um e não sabe?

Comportamento, não tecnologia

Muita gente acha que não consegue entender a internet por causa da tecnologia. É complicado demais decifrar termos como RSS, algoritmo ou tag. Mas a dificuldade é outra.

A tecnologia provocou uma mudança de comportamento.

Vou usar uma analogia para explicar a situação. Pessoas que viveram momentos de adversidade - guerra, pobreza - dificilmente se desprendem dessas experiências e mesmo sem precisar elas continuam economizando, guardando provisões.

As empresas e organizações em geral aprenderam a tratar a informação como se ela fosse um bem escasso. Mas com a internet, escassez virou abundância.

Um computador e uma linha telefônica

Antes do surgimento da internet, custava caro se comunicar com audiências. Havia poucos veículos, era necessário ter dinheiro para anunciar e força política para contornar uma crise.

Se um consumidor fosse prejudicado por utilizar um produto ou serviço, a tática era abafar a informação, tentar resolver silenciosamente, evitar a todo custo que a denúncia chegasse ao conhecimento público.

Mas em meados dos anos 90, em um período de tempo inexpressivo para a vida das corporações, a internet se tornou acessível a qualquer pessoa que tivesse um computador e uma linha telefônica.

O cenário mudou drasticamente. Agora, funcionários de empresas concorrentes conversam, consumidores insatisfeitos se manifestam, boas idéias se espalham.

Em um ambiente de abundância de informação, prejudicar a comunicação é um erro. As pessoas querem falar dos produto e serviço que fazem parte da vida delas. E o que elas têm a dizer é relevante.

Isso pode acontecer de maneira difusa pela Rede, por email, nas listas de discussão, nas comunidades formadas no Orkut ou em outros sites de relacionamento, chegar a milhares de pessoas pelo boca-a-boca. Ou a empresa pode escolher se tornar anfitriã dessa conversa.

Entra em cena o evangelista

Existem muitas pessoas que atuam como evangelistas hoje. A grande maioria ainda não foi detectada pelos departamentos de recursos humanos das empresas que os empregam. (Evangelizar não deixa de ser uma profissão de fé e requer entusiasmo.)

Apesar da novidade, já existem pessoas contratadas para desempenhar precisamente essa função. E a pessoa que possivelmente mostrou para o mundo o valor do evangelista de mídias sociais foi Robert Scoble, que se tornou conhecido por seu trabalho à frente do blog da Microsoft entre 2003 e 2006.

Seu segredo: além de saber se comunicar à maneira dos blogueiros, Scoble entendia da atividade a empresa, conhecia intimamente seus produtos, a concorrência e o mercado e por isso sabia diferenciar uma crítica fundamentada de uma provocação.

Essa composição de valores - compreensão da atividade e postura acessível - ajudaram a mudar a percepção negativa do público sobre a Microsoft, muito associada à tática monopolista da empresa e à resistência ao modelo de código aberto.

Atividades do evangelista

O ombudsman exerce uma função parecida com a do evangelista, no sentido em que ele é contratado por um órgão, instituição ou empresa para receber críticas, sugestões, reclamações da comunidade.

Existem muitas possibilidades do evangelista ser aproveitado dentro das corporações. O óbvio é que ele atue como o Scoble, sendo a voz do blog ou assessorando executivos a fazer isso para garantir que esse canal não seja decorativo.

Evangelistas também atuam no dia a dia da empresa ensinando e motivando seus colegas a melhorarem o desempenho profissional usando ferramentas de mídia social como RSS, Twitter e del.icio.us.

Uma maneira de testar o interesse da empresa em relação à mídia social é criar canais internos de comunicação. A empresa tem muito a aprender com seus funcionários, mas precisa estar preparada para aceitar críticas e dialogar.

Evangelistas atuantes

Pode parecer que estou falando de um cenário de ficção científica, que Scoble seja o nome de um E.T., mas não só existem evangelistas atuando profissionalmente como eles estão em empresas respeitáveis. Este artigo listou sete, vou apresentar alguns e você pode conhecer outros ainda aqui.

Sam Lawrence é executivo de marketing da empresa de software Jive.

Daniela Barbosa é gerente de novos negócios da Synaptica, uma divisão da Dow Jones Client Solutions.

Jeremiah Owyang é analista de mídia social da Forrester Research, empresa especializada em detectar e analisar tendências de mercado e de tecnologia.

Linda Skrocki é gerente da área de comunidades da Sun Microsystems, que inclui muitos dos blogs da Sun, além dos fóruns e agregadores de RSS.

Aceitamos sugestões

Saber o que você é, ter um nome para chamar essa função e valorizar o conhecimento sobre aplicação de ferramentas de mídia social deve nos ajudar a crescer profissionalmente.

Também deve simplificar o trabalho do pessoal de recursos humanos, que não vai precisar mais procurar gente que 'mexe' com internet.

Isso ainda pode melhorar encontrando um nome desvinculado do sentido religioso, que não seja estranho ao ouvido brasileiro, e que extraia o significado que interessa: evangelista é o cara entusiasmado por uma causa, neste caso, a da comunicação aberta, seja pela internet ou por outras plataformas.

Alguma idéia?




Comments

Olá Juliano,

Eu sou um evangelista. #prontofalei ;-)

Não de uma marca, não de uma empresa, mas de um movimento. Sou parte do que chamamos de midia social, atuo e estudo essa revolução e sou apaixonado por ela. Meus caminhos me levaram a encontrar outras pessoas que também são e juntos estamos levando por aí (para outras pessoas, para empresas) as vantagens de se relacionar através desse conceito.

Dentro daquilo que fica martelando na minha cabeça desde que você falou no BlogCamp 2007, sobre a informação não ser rival, busco compartilhá-la e ganhar mais adeptos. Acho que esse é o caminho. Compartilhar informação é compartilhar conhecimento, poder, igualdade, justiça e consciência.

Ótimo texto, meu amigo.

Grande abraço

Me animei a entrar no Twitter...tens razão, "evangelista" soa estranho, mas acho que é por aí sim, tem que ser um pouco fanático pela causa! Bom texto para colocar as idéias no lugar. Beso

nenhuma idéia. não gosto de "evangelista" ou "evangelizador" por um monte de motivos, entre eles o religioso. também me parece que um "evangelista" está mais interessado em persuadir as pessoas do que efetivamente vivenciar aquilo que prega. eu uso e ajudo outras pessoas a usarem mídias sociais (ou tecnologias sociais, mas isso é outra expressão tão genérica que se esvazia), em grande medida pra facilitar minha vida, e também por uma imensa curiosidade em entender se essas coisas são tão importantes para outrxs quanto pra mim. mas continuo tendo problemas quando me perguntam "o que você faz". na dúvida, dependendo do caso, me saio com alguma piada auto-irônica, com algum nome hermético ou simplesmente falando "sou pesquisador".

mas ter nomes certos pras coisas também é uma coisa que não me seduz. sou mais viver no bando paleolítico e poder mudar de nome a cada lua.

Juliano,

Pelo que eu entendi, 'evangelista' é mesmo um termo impreciso, já que o perfil descrito é bastante menos unilateral do que isso implicaria. Seria uma pessoa não só pregadora, como conciliadora, um mediador participativo. Até porque esse indivíduo faz uma "pregação" em mão dupla: por um lado, precisa convencer executivos de que a opinião do consumidor não só é importante, como deve ser pública, para estimular o intercâmbio entre consumidores; por outro, inconscientemente ou não, torna a imagem da empresa mais simpática (ou menos "capitalista selvagem") para o público, ainda que ela mantenha práticas pouco apreciáveis. Seria um misto de rp, rh e ombudsman?

Puxando pra minha seara: isso ainda está bem longe de grande parte do jornalismo brasuca. A Folha, um dos poucos jornais com ombudsman, limitou o contrato para apenas uma publicação de artigo semanal - isto é, o novo ombudsman não vai poder botar na net os relatórios diários, que vão ser restritos à equipe. Sem falar nos procedimentos bem mais lamentáveis de grupos como a Abril. Uma pena.

abraços,
André

Curti o texto sobre o Evangelista de Mídia Social. Sim, faz todo sentido. Contudo, senti falta de uma amarração no texto.

Explico: algumas empresas de tecnologia possuem em seus quadros, os evangelistas. Por exemplo, o Guy Kawasaki foi o evangelista chefe da Apple quando ela lançou o seu primeiro Mac. Essa experiência gerou um livro, chamado de The Macintosh Way onde ele conta toda a experiência como evangelista da Apple.

Hoje o Mr. Kawasaki tempo uma incubadora de projeto para novas tecnologias e é um blogueiro: http://blog.guykawasaki.com.

O que acha? Espero te ajudado.

Dolemes

Oi juliano... Eu gosto do termo evangelista. Duvido que nos EUA, um povo muito mais evangélico que o nosso, o termo não tenha uma conotação religiosa. E acho que a função eh exatamente essa: estar em contato com todo mundo e pregar a boa-nova daquele assunto do qual vc eh evangelista.

Mas, assim como o evantelista religioso, eh preciso ter cuidado para nao se tornar chato ;) Acho que, além de usar suas próprias ferramentas - como o blog da empresa - em comunidades abertas o melhor jeito eh aproveitar as deixas da própria comunidade pra falar do seu assunto.

eh legal tb separar o bom evangelista do mau evantelista... tanto no campo religioso - como referência para o nome - quando no evangelista de mercado. Acho que não vale usar as práticas do mal evangelista para dizer que o termo nao serve...

caro juliano, mto providencial seu post. Um nome seria o ideal para evitar tantas repetidas respostas. Gerencio os canais de relacionamento de uma consultoria, mas sempre acabo resumindo que sou jornalista - para n acabar em um grande discurso.Bom, vou pensar em algo. Parabéns pelo post!

Não vejo de forma negativa o uso do termo evangelista.

Lá fora deve ter uma conotação até mais religiosa. Para mim, a hora que você é pioneiro no uso de alguma ferramenta ou aplicação de algum conceito - coworking, por exemplo - você acaba se tornando um pouco evangelista, professor, educador, no trabalho, em casa, na faculdade etc.

Aliás, acho que as duas funções estão muito próximas - educador e evangelista. Acredito que uma das funções desse último é justamente educar o mercado, sem ser chato ou não transparente. Enfim, um bom evangelista deve ter um perfil de educador.

O que acho ruim é que a figura do evangelista ainda é muito associada a mídias sociais e a empresas de tecnologia, enquanto esse tipo de função pode existir em qualquer área.

Abs

Pessoal, eu também não acho ruim o termo evangelista. Não é disso que estou falando. É legal de usar genericamente. Tal pessoa é um evangelista. Ou eu sou um evangelista de tal causa.

Estou preocupado com outro aspecto, o de se usar isso profissionalmente. Pense em fazer um cartão de visitas com esse cargo. Ele não comunica. Algumas pessoas podem até achar isso ridículo, mas mais ainda não entenderão, associarão à conotação religiosa.

Não é que em inglês evangelista nao tenha relação com religião. Não tem como a palavra evangelho, que é a boa nova, nao ter a ver com religião. Meu ponto é que lá nos Estados Unidos esse termo vem sendo amaciado, moldado para outros fins a mais tempo.

Vejam o exemplo que o David deixou em relação ao cara da Macintosh. O termo já vem se desassociando da idéia de pregador, de pastor, de religioso a mais tempo. Quer dizer um entusiasta 'early adopter' de alguma coisa.

Aliás, Tiago, sei não, mas educador, apesar de não ter a mesma força, talvez seja um termo que faça sentido. Eu consigo imaginar um anúncio de jornal procurando um "Educador de Mídias Sociais". Vejo a equipe de recursos humanos redigindo o texto sem estranhamento e vejo também as pessoas identificando conhecidos que tenham o perfil. Entendem?

A partir daí existe um perfil. Tipo: "Procuramos um educador em mídias sociais formado em biomédicina para apoiar a relação com usuários em plataformas interativas de indústria farmacêutica."

Isso faz sentido.

Será que o caminho é esse?

definitivamente n acho o termo esclarecedor.

Efeefe, vou tentar te dizer, da maneira mais despreconceituosa possível, o que passou pela minha cabeça enquanto li teu comentário.

Eu sou chato com o termo web 2.0. Tenho uma parte do mérito pela substituição do 2.0 por mídia social. Escrevi artigo defendendo isso. Está também na introdução e no primeiro capítulo do Conectado.

Mas andei pensando: faz parte, nesses momentos em que acontecem grandes transformações, que apareçam os profetas, os eufóricos, os céticos e também os parasitas.

Aliás, acho que dentro de todos nós, ou de quase todos nós, existe uma mistura desses quatro.

O profeta, em um extremo, é o cara que esquece de si em nome da causa, pára quem comer, de se relacionar, esquece os filhos, etc, tudo é secundário frente ao desafio de realizar no mundo a visão que ele traz no coração.

O eufórico ou entusiasmado é o sujeito que vê as vantagens, percebe, sente as promessas da visão do profeta, e tenta construir sua vida conciliando isso às outras necessidades.

O cético ou pessimista é o cara que fica o tempo todo rejeitando. Duvida da intenção das pessoas, diz que elas se entregam à causa com interesses próprios.

E os parasitas são os surfistas da moda. Não querem saber dos outros, das consequências de seus atos. Querem o retorno imediato, principalmente se for em dinheiro. Eles costuram jargões, misturam ciência com especulação, atuam como Don Juans para a platéia, apenas para receber o deles o quanto antes.

De todos, os parasitas são os que mais me incomodam. Mas vou confessar: já me vi pensando e agindo desse jeito, tendo as minhas justificativas para isso. Preciso trabalhar, por exemplo.

E mais: eu fico com raiva das buzzwords tipo web 2.0 que hipnotizam o mercado e geram essa demanda urgente por uma coisa que pouca gente sabe dizer ao certo para que serve.

Vi isso acontecer com a internet antes da Bolha. Muita especulação, tudo valendo mais dinheiro do que dava para avaliar. E quando o transe acabou, carregou todo mundo ou quase todo mundo para o fundo, inclusive alguns profetas bem intencionados.

Mas talvez, como na natureza, exista no mercado uma função aos parasitas. Não estou defendendo, estou pensando alto. No caso da internet, por exemplo, eles são de certa maneira motores da inovação.

Os Estados Unidos pós-Bolha era um país costurado por cabos parrudos de fibra ótica, muito em função do sonho de que a internet fosse virar a nova TV. Pura fantasia, mas produziu avanço.

Enfim, é isso.

oi claudia, voce nao acha esclarecedor 'evangelista' ou 'educador'?

André, não acho o termo impreciso. A devoção do evangelista é com a causa, não com o público e nem com o patrão. Ele prega, neste caso, que as pessoas se comuniquem da maneira mais aberta possível, mostrando que é produtivo e não destrutivo que a informação circule.

Na verdade, a idéia é que ela vai circular independente de nossa vontade. As pessoas vão falar mal da organização e a organização vai ignorar que isso esteja acontecendo. Contanto que não seja nos canais convencionais é como se isso nao existisse.

Eu percebo a questão das midias sociais da seguinte forma: voce não pode fingir que faz uma coisa quando não faz, não pode fingir que dá a palavra e não dar. É como o que aconteceu com a agência África, que fingiu que criou um blog, mas ele abria o site da empresa. As pessoas acabam descobrindo e pega mal.

Voce precisa dar a palavra e estar preparado para escutar. A função do evangelista é essa, educar as pessoas a transitar do cenário de informação como produto escasso para o cenário contrário, de informação abundante.

Faz sentido?

Se sou uma evangelista, não sei. Mas que sinto essa nebulosidade em definir meu trabalho, ah, sinto. E seria muito bacana se as empresas admitissem trabalhar com um profissional assim.

Certamente a TRANSIÇÃO de empresas tradicionais de mídia para o mundo digital seria muito mais tranquila e certeira.

Nesses casos, aposto mais fortemente no trabalho de evangelistas PARA empresas de mídia, e não DE empresas de mídia.

É uma espécie de profissional interno - o Ju comenta isso no texto - fundamental na disseminação da cultura digital em uma equipe sem hábitos de navegação e conhecimento do ambiente web.

Não é como o cara da Microsoft, não deve fortalecer imagem, marca nenhuma. Mas deve mudar a cultura de uma empresa, o que pdoe ser MUITO mais difícil...

beijos!

é o pós-profissionalismo. Tem muita coisa sobre isso q dá pra ler na Web. Queime seu cartão de visita, ele geralmente não diz nada do q vc faz e vale para empresa mesmo.

pois,

não vi muita ligação entre tua resposta e meu comentário anterior ;)

consigo sim ver alguns desses papéis em diferentes contextos. talvez não exatamente o mesmo corte, mas acho que tem sim algum sentido situar inovadorxs, early adopters e seguidorxs. também acredito que o que defines como 'parasitas', ou que eu às vezes chamo de 'surfistas de hype' sejam necessários para outro momento. são tempos diferentes, posições diferentes e uma quantidade e complexidade gigantes.

mas, vamos pra outro lado, acho que o ponto principal que eu quero levantar nessa questão é que não ter uma resposta me incomoda menos do que ouvir sempre a mesma pergunta. ou seja, eu não acho ruim não ter uma resposta pra uma pergunta tão restritiva quanto "o que você faz". e acho que os dias de hoje são felizes porque eu consigo continuar andando sem precisar parar, sentar e repetir o mesmo tipo de coisa pro resto da vida. porque eu queria convencer as pessoas de que redes colaborativas online são o caminho lá em 2003. hoje tô correndo outros caminhos, e daqui a cinco anos sei lá o que vou estar estudando, talvez telepatia mediada por redes wireless ou algo assim.

daí que acho que o que exige bastante inovação não é tanto a resposta específica que a gente dá pra quando vem outra vez a mesma pergunta de sempre, mas como convencer as pessoas de que esse tipo de pergunta era útil no século passado, mas hoje não serve pra me conhecer. invente outra pergunta.

algumas que eu uso. "o que você faz"?

* nada
* eu invento idéias pra outras pessoas fazerem dinheiro
* eu converso
* eu fico sentado respondendo e-mails

enfim, segue a conversa que tá boa!

efeefe, depois respondo. entendi o argumento. apenas acho que talvez algumas pessoas, em determinadas situações, precisem encontrar um trabalho ou saber se valorizar onde está empregado. ter nome para uma função que inclui uma série de práticas e valores pode ajudar nesse sentido.

abração e obrigado por compartilhar, como voce sempre faz.

juliano, nem educador, nem evangelizador. Primeiro pq há uma diferença entre saber teórico(saber por que) e saber prático (saber como. Quanto a "evangelizador", entendo que sua função é esclarecer um conceito pouco familiar relacionando-o com um conceito mais familiar, ma o público se perguntaria, com razão, qual é o objetivo de tal metafóra, a não ser exibir noss própria falta de precisão.
Pelo que estou vendo, a receita não é tão simples, mas a Ana foi muito clara em sua resposta " É uma espécie de profissional interno - o Ju comenta isso no texto - fundamental na disseminação da cultura digital em uma equipe sem hábitos de navegação e conhecimento do ambiente web"

Articulador, por que não?
Eu também implico com "evangelizador" (andamos discutindo isso recentemente na lista da Edublogosfera).
Pode estar perdendo seu tom religioso nos EUA, mas historicamente manterá seu vínculo com a idéia de fé. Não acho que a adoção das mídias sociais tenha a ver com fé, ela depende da compreensão do ganho que pode trazer. Sem falar que é preciso manter senso crítico, aprender para ser autônomo, coisas que não estão associadas à esfera da crença.
Quanto a "educador", acho que tb geraria confusão, pois se criaria alguma expectativa - infelizmente - que vc reunisse os colegas para "transmitir" o que sabe.
O temo "articulador" me parece interessante: tem a ver com rede, tem a ver com "nós", serve tanto para por pessoas e idéias em contato quanto para apoiar o melhor uso das ferramentas que auxiliam nisso.
abços

Obrigado, com o texto vou poupar uma grana de analista na busca de quem eu sou :)

Abs

Juliano,

acho que a terminologia é complicada.
1. Gerente de redes sociais
2. evangelizador
3. Evangelista
4. Viralizador
enfim...

Veja no Wikipedia alguma referência similar: Evangelista tecnológico??
http://en.wikipedia.org/wiki/Technology_evangelist

Não sei... Evagelista de mídia social.. acho que este chega mais perto do que você acredita. Certo?

Enfim, essa figura é extremamente necessária para contato com o mundo extra empresarial. E dentro da empresa? COmo vamos tratar esse assunto? Será que toda as corporações estão preparadas para ter uma figura desta em casa, criticando, expondo falhas, também gerando buzz em cima de sucesso? Como essa pessoa será vista?? Quais os riscos, limites de atuação?

A partir do momento que ela passa a ser cerceada, não pode ir "pro lado negro da força"???

Precisa de muita maturidade e esclarecimento... Somente empresas de perfil MUITO jovem conseguirão visualizar esta figura...

Uau... Sei lá... Acho melhor eu ir mais devagar com o assunto...

Abraços

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