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Conheça o que fazem e pensam alguns dos novos profissionais de comunicação do Brasil.
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Conheça o que fazem e pensam alguns dos novos profissionais de comunicação do Brasil. Banco de opiniões sobre mídias sociais e assuntos correlatos. Olho mágico
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A entrevista dada não se olham as respostas: dois casos
Submitted by juliano on 19 February, 2008 - 21:45.
Acho que entrevista é que nem namoro, tem que ter conversa antes do beijo. Mas por conta da pressa em gerar conteúdo, os questionários chegam com perguntas mais ou menos parecidas e que independem uma da outra. (Escrevi sobre isso aqui, por exemplo.) O entrevistador não é gente, não tem curiosidade, não quer saber, ele precisa produzir, ocupar o espaço. Enfim, não quero parecer mal-agradecido ou chato. É o mercado quem dita as regras e certamente se a demanda fosse diferente, haveria mais cuidado na produção de conteúdo. Mas apesar da entrevista a seguir ter vindo dessa forma, apressada, sem conversa, aproveitei para apimentar um pouco as respostas. Curtas e provocativas. Na sequencia, pus outra entrevista relacionada ao Campus Party. Essa começou com conversa, mas eu estava há dois dias sem dormir direito, tão sem paciência e mal-humorado que a entrevistadora não me deu muita corda. Depois escrevi para me desculpar e ela aproveitou para refazer as perguntas por email. O foco é negócios, especificamente a aplicação da comunicação grupal online para empresas.
o brasileiro tem uma condição curiosa. é rato de web, adora se relacionar, mas suas mobilizações até agora tiveram pouca profundidade. acho que a comunidade online brasileira ainda não deu seu grito de guerra. No campo de ações colaborativas, que bons exemplos temos no Brasil? Há potencial para crescimento? Quais suas perspectivas? as melhores ações vieram de fora - wikipedia e youtube, por exemplo. o maior case da internet brasileira é resultado de uma invasão. invadimos o orkut e expulsamos inclusive os americanos. acho - e não sou o único a pensar assim - que o brasil poderia testar e depois exportar ações colaborativas. mas isso ainda está amadurecendo no país. os grandes portais fazem mídia online tradicional, unidirecional - poucos falam, muitos escutam. falta um grande caso, um slashdot, um digg, um veículo que mostre a fragilidade do broadcast nos dias de hoje. quando isso acontecer, os veículos de comunicação começarão a levar a sério a internet, não para terem o resultado financeiro - única motivação atualmente - mas para continuarem vivos. Ao falar em comunidades online, é praticamente impossível não mencionar a predominância de brasileiros em sites de relacionamento como o orkut, por exemplo. Em sua opinião, a que se deve isso? é difícil atribuir um motivo. a legislação brasileira é complicada e arcaica, a justiça é lenta. oficialmente não existe 'fair use', a possibilidade de fazer citação, remixar um conteúdo registrado. assim tudo vira pirataria. e a liberdade de expressão aqui é limitada. uma declaração racista, por exemplo, é crime. isso torna os sites brasileiros muito vulneráveis, o que acaba favorecendo empresas internacionais. por exemplo, se dependesse da justiça brasileira, orkut e youtube, os maiores sucessos da internet aqui, estariam fora do ar. Quanto ao Campus Party, você já participou de alguma edição anterior? Se sim, como foi essa experiência? Não, mas vi fotos que me deixaram com agua na boca. O que você acha que representa para o Brasil sediar um evento desse porte? É possível dizer que o país já está consolidado como um importante pólo digital? Potencialmente somos um polo importante. Apesar das desigualdades do país, temos muitos internautas, o que nos torna um mercado tentador. Encontros como esse podem acelerar o amadurecimento da sociedade online, tirando poder de instituições e passado-o para indivíduos e grupos descentralizados. Quais suas expectativas? Como será sua participação no evento? Você estará presente todos os dias? Acho que vai ser incrível! É um evento sem grandes nomes. Ninguém é audiência, todos são participantes. Ninguém vai ficar sentado muito tempo ouvindo. As pessoas vão para aprender e ensinar. Essa é a dinâmica. O prédio da Bienal vai se tornar um grande formigueiro, gente com experiencias e vivências diferentes se encontrando, se conhecendo, trocando idéias. E nada de ir pra casa. Aliás, essas são as duas coisas que diferenciam o evento: diversidade e imersão. De 11 a 17 vamos criar muitas realidades alternativas, juntar projetos, amarrar conexões, sincronizar agendas. As sementes plantadas nesse evento deverão frutificar durante muito tempo. E o que você destacaria na programação do Campus Party? Olha, eu pretendo participar da oficina para usar software livre para remixar música e também de outra para construir projetores de parede caseiros - esses que custam super caro e servem pra projetar o monitor do computador ou da TV na parede. A segunda entrevista vai abaixo: é a comunicação produzida e difundida socialmente pela internet ou por outras tecnologias como telefone celular. o artigo da wikipedia em ingles é bem completo e além de informar, ele é um bom exemplo de ferramenta de mídia social. pense que essa informação não foi escrita por uma pessoa, mas por muitas, por qualquer um que considere ter algo a acrescentar a respeito e que tenha disposição para fazer isso. se voce clicar no botão History, no topo do artigo, vai ver a relação completa de vezes que ele foi editado e quem fez as edições. aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Social_media Como especialista nesta área, que lições você acha que a Campus Party traz para os empresários? o CParty foi um evento sem celebridades - a principal atração eram os próprios campuseros - cujo principal objetivo era fazer pessoas interessadas nos mesmos assuntos ou em assuntos parecidos se conhecerem presencialmente para fortalecer vínculos e abrir canais de interação. esses encontros não tinham objetivo específico de produzir lucro, mas existe um valor em se tornar anfitrião dessas conversas, como fez a telefónica. eles não tentaram vender nada aos campuseros e nem tentaram promover seus produtos, mas ficaram identificados como aqueles que possibilitaram esse grande encontro. Com você acha que eles precisam se preparar para falar com essa sociedade, que agora ganhou voz ativa para comunicar de forma colaborativa (por meio de blogs, MSN, YouTube etc) e que agora pode opinar e até protestar sobre uma marca ou produto? A principal idéia que as pessoas vão falar do seu produto ou serviço, independentemente da sua vontade. Se voce abrir espaços para que essa discussão aconteça, voce será o primeiro a receber as boas e as más notícias e ainda demonstrará interesse em ouvir e aprender com seus clientes. isso os torna mais fiéis e eles podem se tornar embaixadores da sua marca, defendendo suas ações publicamente. Como as empresas podem tirar proveito da Web colaborativa? As empresas não podem fazer isso porque elas não têm vida. São instituições. Agora, os proprietários, investidores, diretores, gerentes e funcionários em geral podem aproveitar a internet para conversar com a sociedade, discutir idéias, trocar informações, fazer consultas. Existe muito medo no ambiente empresarial em relação à abertura de canais de comunicação e justamente por isso incluí no meu livro um capítulo especificamente relatando casos de modelos de negócios que justamente usam a rede a seu favor. Vale a pena dar uma olhada. |
Quem escreveSeguindo um caminho estranho entre hiper-razão e intuição. Meio anti-social. Neurótico apesar de parecer que não. Viajante. Par da Tati, meu jardim. Sonha em viver de escrever e ensinar. Mais. Leitores recomendam: À venda aqui: Livraria Cultura, Saraiva e Fnac. Casos apresentados no livro. SearchEu acompanhoem inglês em português Recent comments
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