Entrevista Tiago Dória - parte 3
Blocos temáticos: apresentação, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.
Você conhece o público do seu blog? Qual é o perfil dele?
Como o meu blog está em um portal, o público deste acaba sendo o meu também - 65% do sexo masculino, faixa etária entre 17 e 34 anos. Em sua maioria, estudantes e profissionais da área de TI e mídia - jornalistas e publicitários.
Como você se relaciona com essas pessoas e de que forma elas contribuem para o seu trabalho?
Os leitores participam sempre, comentando e enviando sugestões de assuntos por email. Alguns com mais assiduidade, quase todo dia, outros somente de vez em quando.
Com o tempo, alguns leitores acabaram se tornando amigos e outros acabei trabalhando junto em projetos paralelos.
Quais são as suas principais fontes de informação?
A minha navegação é muito incerta. Busco não visitar sempre os mesmos sites. Mas uso muito o Technorati para buscar assuntos. E sempre faço uma ronda diária em 5 jornais básicos - Financial Times, ElPais, The Guardian, NYT, WSJ - e na página da Reuters em inglês. Na parte de blogs, estou sempre de olho no LostRemote e no agregador IWantMedia.
Como voce lida com o overload informativo? Você acha que a informação pode criar dependência?
Passo, mais ou menos, 8 horas conectado. Nos finais de semana, fico menos tempo online e acesso a web pelo celular.
Acredito que RSS e afins se mostram falhos para lidar com o overload informativo. Para você administrar o excesso de informação, a melhor coisa é dominar certos conceitos.
Acho que essa dependência de informação surge da falta de visão histórica sobre algumas notícias e muito da insegurança de estar mal informado.
Mas a partir do momento que você busca dominar conceitos a respeito de uma área, esse "overload informativo" não tem mais necessidade. Você começa a ver que muitas notícias são mais do mesmo. São uma "repetição" de fatos antigos. Não existe a necessidade de você acompanhá-las tão de perto. Basta pegar a idéia geral do que está acontecendo.
Por exemplo, em relação a tantas notícias sobre a suposta compra da Yahoo! pela Microsoft, você vai ver que muita coisa ali era mais do mesmo.



Comments
Post new comment