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Internet e eleições: muito barulho por nada?

Há alguns dias circulou na internet alguns comentários sobre as restrições do TSE à utilização da internet durante campanhas. Texto jurídico é chato de ler e falou a opinião de um "tradutor juramentado" para interpretar o documento. Tenho esse conteúdo, mas vou gastar um parágrafo falando sobre como essa informação chegou aqui.

Lembram da frase famosa do Dan Gillmor? "My readers know more than I do, and that's a good thing." O Azenha, em missão secreta fora do Brasil, perguntou aos leitores dele sobre esse assunto do TSE e a internet. Este é o exemplo do profissional reconhecido que estabalece um diálogo com sua audiência e mais, permite que essas pessoas falem entre si, sem controlar o gargalo. Resultado: pessoas percebem que a oportunidade é relevante, que elas podem se expressar livremente, sentem a disposição do Azenha de falar e ouvir, e contribuem, ao contrário do que acontece nos portais de notícia.

Sobre o assunto principal deste post, aqui vai o resumo do que o usuário que se identifica como boto - que muito provavelmente é um advogado - informou, respondendo à solicitação do Azenha. Vou resumir porque ele toma o cuidado de citar artigos para embasar sua interpretação da lei. Quem quiser ver a íntegra do comentário, fique à vontade. Basicamente o que ele fala é:"a internet está segura. Os blogueiros independentes podem continuar o bom trabalho."

O TSE está considerando que os meios de comunicação estabelecidos - TVs, rádios, jornais - podem ter preferência eleitorais e usar sua influência em benefício próprio, manipulando a sociedade a favor ou contra determinado partido ou candidato. Isso vale para as empresas de comunicação como Globo, Folha, Abril, e consequentemente para a presença delas na Web. Já o blogueiro teria a mesma liberdade de manifestação de preferência política que o periódico de distribuição gratuita.

Existirá, talvez, um problema com os blogueiros que tenham seus blogs hospedados por portais. Eles são apenas usuários do serviço e não necessariamente defendem os interesses dos portais. Nesse caso, assim como o restante da imprensa, eles podem ser cobrados a dar o mesmo espaço para todos os candidatos. Ou seja, podem publicar uma entrevista com um contanto que - se for solicitado - ofereçam o mesmo espaço aos demais.

Nada de errado com isso, né? O bacana do blog é mesmo promover conversas.

muito de errado com isso. o

muito de errado com isso. o mito da imparcialidade é o que ferra qualquer tentativa de comunicação. o mero fato de pensar que posso ter que falar de todxs candidatxs poderia me fazer deixar de lado a escrita. e isso é que eu acho que não colabora em nada com o processo eleitoral.

sou mais pela polifonia. e pela manipulação, que é natural, aceitável e até inevitável (Enzensberger, aquela coisa toda).

eu quero poder falar de um só candidato no meu blogue. ponto.

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