Prós e contras do Second Life - um texto colaborativo

No final de julho o Chris Anderson, editor executivo da Wired e autor do best-seller "Cauda Longa", publicou um post em seu blog explicando o motivo dele ter desistido do Second Life. Transcrevi os principais argumentos dele em meu blog e o texto foi destacado na WebInsider. Isso chamou a atenção de pessoas defendendo os dois lados. Segue um resumo editado das informações e argumentos expostos.

Contra: Falta objetivo e sobra propaganda

O webdesigner Pablo Almeida, do Rio, disse que não é suficiente "simular vidas" como acontece no SL. "Prefiro jogar mesmo ... acho que há desafios mais interessantes do que ficar visitando e rodando as ilhas semi-vazias," acrescentou.

Nessa mesma linha de raciocínio, o Gilmar listou os problemas do site: "a jogabilidade é ruim, não tem objetivo e nem dificuldades." Para ele, é fundamental que exista o elemento lúdico para os participantes se envolverem. "Em mundo virtual onde vc não pode morrer, não pode matar, não pode ser mais forte que outro, escapar de situações perigosas" não tem graça. Para "fazer coisas comuns como andar, conversar, ir a boites e lojas, a vida real é muito melhor", conclui.

O auto-identificado analista de Sistemas Sênior Fábio N Sarmento disse frequentar o SL desde setembro de 2006 e também se decepcionou. "Depois que vc passeia bastante vc persebe que só é uma evolução de Chat, onde vc pode conversar (digitar ou falar), até uns amassos virtuais podem ser dados", explica. Mas diferente dos jogos, no SL os usuários estão sempre conscientes de que aquilo é uma simulação.

Rafael Arcanjo credita o sucesso do SL a um "grande Buzz" gerado pela propaganda, servindo apenas para enriquecer as pessoas que vendem coisas lá dentro. E se pergunta se o login dele continua aparecendo nas estatísticas apesar dele nunca mais ter entrado.

O auto-entitulado palpiteiro Alex Hubner cita outros textos onde já apareciam críticas ao SL. O Marcelo Sant Iago, de São Paulo, também se limitou a compartilhar o link para um texto da coluna do Marcelo Coutinho, diretor-executivo do IBOPE Inteligência e professor da Fundação Cásper Líbero, no site IDG Now. Coutinho relata suas muitas dificuldades para comprar um apartamento no SL.

A favor: SL é o futuro

Outro auto-entitulado palpiteiro, Leo Yamamoto, se dispôs a defender o site. Para ele, ainda não temos elementos para compreender as oportunidades do SL da mesma maneira como nos anos 80 pouca gente dava bola para video-games e internet. A participação aumentará bastante no futuro, com um "ambiente mais fácil e divertido de manipular informações".

Ainda segundo ele, quando isso acontecer, ambientes como o SL se tornaram realmente uma segunda vida para o internauta guardar e manipular seus arquivos, colaborar e conhecer pessoas extrapolando a maneira como isso acontece hoje pelo Orkut. "Ao invés de ir no site da Americanas.com, vai na Americanas Mega Store – no Second Life! Lá, ache os produtos muito mais facilmente! Pegue o liquidificador, veja os comentários dos clientes sobre o produto, assista o vídeo do anunciante, manipule a versão 3D. Envie o link para sua esposa, seus amigos, seus filhos. Talvez eles respondam com outro link, de uma loja argentina, em que um outro liquidificador é mais bonito e vale mais a pena. Pegue receitas feitas sob medida para esse aparelho. Depois de comprar, converse no fórum sobre as características. Diga se detestou ou amou, e onde o produto poderia melhorar."

Exaltado, Alexandre Carvalho também defende o SL, mas para ele, o problema não é da ferramenta e sim da mentalidade subdesenvolvida do brasileiro. "Infelizmente o SL Brasil está infectado por um público horrível, onde tem 'muleques', pessoas de baixo calão, aproveitadores, revoltados por não ter conseguido retorno e empresários que descobriram a internet ontem." Mas afirmando isso, se esquece que o debate surgiu a partir de um texto publicado na edição 15.08 da revista americana Wired, considerada por alguns a bíblia da cultura digital. O título do artigo é "Lonely Planet - Second Life: It's so Popular, No one goes there anymore" [Planeta solitário - SL: É tão popular, ninguém vai mais lá]. No final do comentário, Alexandre explica que nem todas as empresas virtuais estão vazias, e credita o planejamento de marketing pelo sucesso de ações como Nike e a Nokia no SL.




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