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Leitor não é passivo e reconhece a parcialidade dos veículos

Recebi esse email hoje ou ontem e quase apaguei sem ler. Não é o primeiro que eu recebo com esse tipo de conteúdo, brincando com a impressão que o público tem dos veículos de comunicação nacionais.

Essa tipo de mensagem demonstra como o cidadão comum está atento e é crítico em relação aos interesses dos veículos. Como se percebe a maneira como uma notícia é sempre parcial. Isso sempre existiu, mas agora isso circula pela rede, possivelmente em grande escala.

Também vejo nesse email, como nos mitos, uma intenção maior do que entreter, que é compartilhar informação, espalhar experiências.

A brincadeira, no caso, é mostrar como cada veículo de comunicação contaria a história de Chapeuzinho Vermelho.

Sobre maçãs, cachorros e CEOs

Hoje de manhã passei na MacFix, uma revenda de produtos Apple. Desde a porta, tudo tem o encanto cool dessa marca. Meio galpão, meio nave espacial, esse é o ambiente da área de atendimento. Espaço livre, objetos geométricos, focos de luz e penumbra.

As três moças que recebem os pedidos atrás de Macs ultra modernos me lembraram personagens do Matrix ou Blade Runner, meio bonecas, meio robôs. Mas fora o cool previsível, esperado, uma coisa nessa loja é completamente surpreendente: um filhote magrelo e energético chamado Mel.

melPense diferente: para que deixar o seu cachorrinho de cinco meses no quintal uivando e atormentando os vizinhos? Traga-o para o trabalho para ele ficar solto, dentro da empresa, interagindo com os seus clientes!

O cachorro é de um dos diretores da revenda e segundo a atendente, ele faz o maior sucesso, principalmente nos dias em que o espaço fica lotado. Enquanto as pessoas esperam, ele distrai e quebra o gelo do ambiente.

Agora, só em uma empresa relacionada à marca Apple dá para se pensar num negócio desses. É totalmente "out of the box".

E falando na Apple, estive com dois CEOs nos últimos 15 dias. E sabe o que eles têm em comum? O MacBook Air. Também pelo tamanho, pela portabilidade. Mas o motivo principal é o impacto de se tirar uma máquina dessas na hora de uma apresentação. É o efeito surpresa. Quebra o gelo, as pessoas chegam pra ver e logo eles já têm um clima de mais informalidade para conduzir suas reuniões.

Isso tem tudo a ver com o que o Scoble escreveu sobre cartões de visita: eles são principalmente começadores de conversas. Aliás, a mesma função do IPhone, mas esse já virou carne de vaca, pricipalmente entre publicitários. Até o faxineiro das agências deve ter o seu. ;-)

Happy hour geek: apresentação sobre Super Crunchers na Gafanhoto - sexta, 19h

"É difícil fazer uma pessoa entender algo quando seu salário depende de sua falta de compreensão dessa coisa." Essa frase, atribuída a Upton Sinclair, ajuda a entender por que a incorporação da Web, principalmente no trabalho, provoca resistência.

Em vários níveis estamos observando o embate entre profissionais "analógicos" e "digitais". Na área da comunicação, existem sites com Slashdot e Digg que parecem estar tornando o profissional da comunicação obsoleto.

Estou terminando de ler o livro Super Crunchers, que fala justamente sobre esses assunto. O título faz referência a uma nova classe profissional, os devoradores de números, que enxergam a vida estatisticamente. Aqui o site do livro.

Um dos temas centrais é "a luta da intuição, experiência pessoal e inclinação filosófica contra a força brutal dos números". Você confiaria mais em um algorítmo ou em um sommelier para a indicação de um bom vinho?

Antes que eu me empolgue e comece a falar do assunto, quero fazer um convite. Estou preparando uma apresentação sobre os pontos-chave do livro. Uma coisa simples incluindo noções das técnicas estatísticas usadas pellos Crunchers e radiografia de alguns casos (bastante contra-intuitivos) relacionados pelo autor.

A idéia é fazer uma apresentação aberta, grátis, sem frescura, para quem quiser participar. Vai acontecer nesta sexta, no Espaço Gafanhoto, de 19h às 21h, tipo happy hour geek.

Quem tiver interesse, escreva para mim ou deixe um comentário no final deste post.

Acho que será uma boa desculpa para trocar idéias e testar nossas convicções sobre as vantagens de se viver em um mundo hiper-conectado, se a internet é mesmo uma benção ou se, como acredita Kevin Kelly, ainda não sacamos o que está acontecendo no mundo.

Para que serve e o que faz um gerente de comunidades?

O que faz um gerente de comunidades? Quais serão suas tarefas e como medir os resultados? O autor deste post organizou essa informação tendo como referência a área de atividade de sua empresa, que é comunicação e eventos. Vale a pena apresentar um resumo.

Fui ao encontro do grupo fundador do The Hub

Novembro passado o André me apresentou a um projeto de coworking chamado The Hub - aqui o blog. Já existe em outras cidades do mundo. A idéia é criar um escritório aberto que, além de oferecer uma infra bacana para se trabalhar, aproxime pessoas com interesses convergentes.

Bom, me apaixonei pela proposta, é meio como viver num Barcamp contínuo, ao mesmo tempo aprendendo coisas novas e abrindo oportunidades de negócio. Trabalhar, aprender e viver não precisam ser coisas excludentes. O fato é que hoje aconteceu o primeiro encontro do grupo piloto fundador e foi positivamente surpreendente.

todos menos eu

Entrevista com Rene de Paula, evangelista da internet e criador do Radinho

Quem diz que trabalha com internet e não conhece o "Rene do Radinho"? É o cara que está em todas. Dá curso, faz palestra, viaja, mantém blog, grava podcasts, twita, fora o trabalho remunerado. E ele ainda lê e responde aproximadamente cem mensagens por dia só da lista famosa que ele criou e mantém desde 2001.

Esses dias eu publiquei um artigo sobre evangelistas. O Rene é a única pessoa que eu conheço no Brasil que tem esse título impresso no cartão de visitas. Para chegar lá, foram 12 anos trabalhando com internet, mais cinco no curso de engenharia e mais a graduação em rádio e tv.

Explorei basicamente os dois temas na nossa conversa: o percurso que ele trilhou combinando expertises para se projetar profissionalmente e a gênese e evolução do Radinho, uma lista histórica, responsável por aproximar muita gente atuando nessas novas carreiras.

Claro que o papo foi longo, trocamos 30 mensagens desde 3 de março. Por isso estou publicando uma versão compacta a seguir e o texto integral para quem quiser conhecer os detalhes da experiência do Rene.

Perguntei e ele concordou em continuar essa conversa na área de comentários. Afinal, especialmente neste caso, o meio é a mensagem ;-)

Para que serve um cartão de visitas e como melhorar o seu

Cartão ScobleEncontrei esta imagem no Flickr - aqui. Dizia que era o cartão de visitas do blogueiro Robert Scoble. Gato escaldado, achei prudente duvidar que fosse autêntico. Mas é.

Scoble fala sobre ele em um post sobre as virtudes de um bom cartão de visitas, esse item essencial de empreendedores e executivos.

Para Scobler, mais do que conter dados, o cartão deve fazer a pessoa que recebe se lembrar quem você é. Outra característica dos melhores é começar conversas.

Para a pessoa lembrar quem você é, faz sentido que vocês interajam, e o cartão é uma boa desculpa para isso acontecer.

Como o blogueiro produz um post

Eu estava pesquisando sobre o Robert Scoble, ex-blogueiro da Microsoft, para escrever o post sobre evangelistas e encontrei um post dele que serve de exemplo para explorar as diferenças entre blogar e fazer jornalismo.

Discordo do redator do Metrópolis: o filme Speed Racer tem tudo a ver com o desenho

Passou ontem no Metrópolis o trailer do Speed Racer dirigido pelos irmãos Wachowsky. Estréia mês que vem.

Só discordo do redator do programa que escreveu que o filme, feito mais dentro do que fora do computador, lembra pouco o desenho animado.

Será que você é um "evangelista de mídia social" e não sabe?

"Eu 'mexo' com internet." Essa resposta é quase uma piada para quem não é nem programador nem webdesigner e nem por isso é menos essencial na criação e manutenção de projetos na Web.

'Evangelista de mídia social' é uma designação ridícula, estranha, desengonçada, mal-traduzida do inglês. Mas por enquanto é a única que chega perto de nomear uma das atividades desse profissional.

Não se trata de um título aleatório ou modismo como pode parecer. A importância desse nome é que ele responde a uma demanda real do mercado.

Será que você é um e não sabe?

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